Cerca de 9,4 milhões de eleitores são chamados a votar no domingo para as eleições autárquicas para escolher os autarcas de 308 câmaras municipais e de 3.092 freguesias.

Portugal tem 9.412.461 eleitores inscritos que podem votar nas próximas eleições autárquicas, menos do que nas anteriores, em que estavam registados pouco mais de 9,5 milhões.

Esta é a 12.ª vez que os portugueses vão eleger os seus autarcas em 43 anos de democracia.

O concelho de Santarém, que integra a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, ocupa uma área de 552,5 quilómetros quadrados, tem 18 freguesias e uma população residente de 61.752 habitantes, registada nos Censos de 2011 (contra os 64.002 de 1950, ano de maior pico populacional). Entre os censos de 2001 e os de 2011, a população residente reduziu de 63.563 pessoas para 62.200 (numa variação negativa de 2,14%), com a faixa etária dos 65 ou mais anos a passar dos 13.049 para os 14.162, a única a registar uma variação positiva (8,53%).

Às eleições de 01 de Outubro concorrem à presidência da Câmara de Santarém, segundo a ordem sorteada para o boletim de voto, António Rocha Pinto (CDS-PP), Filipa Filipe (BE), Rui Barreiro (PS), José Luís Cabrita (PCP/PEV), Carlos Alberto Teles (PNR) e Ricardo Gonçalves (PPD-PSD).

Até à chegada de Francisco Moita Flores em 2005, Santarém foi sempre gerida por executivos socialistas, liderados por Ladislau Botas (1976 a 1993), José Miguel Noras (1993 a 2001) e Rui Pedro Barreiro (2001 a 2005).

No país, a estas eleições autárquicas concorrem 12.076 candidaturas – 1.404 às câmaras municipais, 1.364 a assembleias municipais e 9.308 a assembleias de freguesia, que depois escolhem as juntas, de acordo com dados da Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna (MAI).

No dia das eleições, vão funcionar 11.810 mesas de voto, com cinco membros por cada uma.

O custo estimado das eleições é de 6,6 milhões de euros, ainda segundo a secretaria-geral do MAI.

Há mais de 90 candidaturas de cidadãos independentes às câmaras, quando em 2013 foram 77. Às assembleias de freguesia concorrem 948 listas de independentes.

Nas eleições de há quatro anos, foram eleitos 35.683 autarcas – entre presidentes de câmara, vereadores, deputados às assembleias municipais e membros de assembleias de freguesia -, mais do que a população do concelho de Portimão, Faro.

O PS é, desde 2013, o maior partido autárquico, com 150 câmaras, incluindo uma em coligação, no Funchal, à frente do PSD, que tem 106 municípios, 86 sozinho e 20 em coligações.

Na noite das eleições, há quatro anos, a situação política em Portugal era diferente: o PS, na oposição, tinha como líder António José Seguro e o PSD e o CDS-PP, que concorreram em aliança a várias câmaras, estavam no Governo, com Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro.

O PSD, sozinho ou em coligação, conseguiu 106 câmaras: 86 em listas próprias e outras 20 em coligações (16 com o CDS-PP, duas com CDS-PP e o PPM, uma com o PPM e uma com CDS-PP, PPM e MPT).

A CDU, a coligação que integra o PCP e PEV, venceu em 34 câmaras e reconquistou municípios como Loures, Évora, Beja, Grândola e Cuba.

O CDS-PP, então liderado por Paulo Portas, conseguiu conquistar cinco câmaras municipais (Ponte de Lima, Albergaria-a-Velha, Vale de Cambra, Velas e Santana).

O BE perdeu o único concelho que governava, Salvaterra de Magos.

Os grupos de independentes, que passaram a poder candidatar-se desde as eleições de 2009, conseguiram a presidência de 13 municípios.

Em 2013, a abstenção foi a mais alta de sempre em autárquicas, situando-se nos 47,4%. As eleições de 1979 foram as que registaram a abstenção mais baixa (26,24%).

Ao longo dos anos, PS e PSD partilharam o título de maiores partidos autárquicos e nas primeiras eleições depois da revolução dos cravos, em 1976, empataram em número de câmaras: 115 cada.

Nessas primeiras autárquicas, o CDS elegeu 37 presidentes de câmara, a Frente Eleitoral Povo Unido (FEPU), antecessora da CDU, 36 e o Partido Popular Monárquico (PPM) uma, a de Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real.