Joaquim Vale Cruz, natural de Alpiarça, foi recentemente distinguido pela direcção do Círculo Cultural Scalabitano com a Medalha de Honra da instituição. Nascido em 1932, foi funcionário da Secretaria Notarial de Santarém e, depois, da Conservatória do Registo Predial de Santarém, repartição que chefiou nos últimos quatro anos de serviço antes da aposentação, em 1989, sempre com a máxima classificação.

Dirigente sindical e de diversas colectividades da cidade de Santarém, nomeadamente do antigo Montepio de Santarém, Cine-Clube, Grupo de Futebol dos Empregados no Comércio e Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural, da qual é Sócio Honorário, tendo também feito parte da sua Comissão de Salvaguarda, Joaquim Vale Cruz é autor da monografia “A Vila de Alcanede” e ainda co-autor de diversas antologias poéticas. Ligado ao Círculo Cultural Scalabitano
há largos anos, Joaquim Vale Cruz é conhecido pela sua paixão pela poesia que, para si, é a “forma de expressão literária que melhor reflecte a sensibilidade humana”.

Como começou a sua ligação ao Círculo Cultural Scalabitano?

Começou pelos finais dos anos 40, princípios dos anos 50, quando naquela colectividade havia um ringue de patinagem que a juventude utilizava, se faziam extraordinários e concorridos bailes, e a actividade cultural era muito activa, através do Coro que mais tarde integrei e do Teatro cujas peças chegaram a percorrer várias cidades do país e da Orquestra Típica. Recentemente, aquando das comemorações do 50º aniversário do Circulo, integrei a comissão executiva das mesmas, em homenagem ao Dr. Ginestal Machado.

Como sentiu a homenagem que o CCS lhe fez?

Confuso, perplexo, por inesperada e por não me considerar digno de tal distinção, mas imensamente grato.

De onde lhe vem a paixão pela poesia?

A poesia é para mim um escape, que reflecte as horas boas e más da minha vida.

O que é que o inspira?

Os sentimentos humanos, no seu mais alto conceito.

O que significa, para si, a escrita poética?

A forma de expressão literária que melhor reflecte a sensibilidade humana.

Quais são os seus autores de referência?

Fernando Pessoa, Natália Correia e o espanhol António Machado.

Se tivesse de entrar num filme, que género preferiria?

Histórico.

Lema de Vida?

Faz e deixa fazer.

Viagem de sonho?

Japão.

Prato favorito?

Qualquer um desde que bem confeccionado.

Música preferida?

Coral, sinfónica e portuguesa de boa qualidade.

Quais os seus hobbies?

O principal é a poesia.

O que mais aprecia nas pessoas?

A honestidade e a amizade pura.

O que mais detesta nelas?

Futilidade, vaidade e falsidade.

Acordo ortográfico, sim ou não?

Definitivamente, não.