Foi no passado dia 16 de Junho, no CNEMA em Santarém, que o Agrocluster Ribatejo reuniu em seminário um conjunto de empresas agroindustriais, para falar sobre a Economia Circular. A sessão, realizada ao abrigo do projecto Natureef, teve como objectivo alertar os presentes para as vantagens da Economia Circular.

Criar valor em vez de criar desperdício. Foi desta forma que o Presidente do Agrocluster Ribatejo, Carlos Lopes de Sousa, resumiu o conceito de Economia Circular. O dirigente do cluster alertou as empresas para a necessidade de se adaptarem a esta nova tendência, uma vez que a implementação dos princípios que regem a mesma, tem inúmeras mais-valias para as empresas.

Para este seminário, o Agrocluster Ribatejo convidou três oradores, que deram o seu testemunho quanto à temática. António Vasconcelos, da empresa The Natural Step, uma ONG que tem como missão alertar a sociedade para as questões da Economia Circular, fez uma apresentação sobre “As tendências inovadoras na economia circular do setor agroindustrial”, deixando diversas sugestões de adaptação do conceito ao negócio das empresas presentes.

Seguiu-se a intervenção de duas empresas, que explicaram a adaptação do seu negócio à Economia Circular. Nuno Oliveira, da Esporão S.A., falou sobre a economia circular na perspectiva da gestão dos ecossistemas e João Silva, da Cooperfrutas explicou de que forma a sua empresa está a aplicar este conceito, com enfoque nas diversas vantagens que isso acarreta.

Este seminário realizou-se no âmbito do projecto Natureef, consórcio internacional que o Agrocluster Ribatejo integra e que tem como objectivo a transferência de tecnologia para as empresas da região. Teve lugar no CNEMA, em Santarém, no âmbito da realização da FERSANT e Feira Nacional da Agricultura.

De referir que a Economia Circular é um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia, substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear, por novos fluxos circulares de reutilização, restauração e renovação. A Economia Circular ultrapassa assim o âmbito e foco estrito das acções de gestão de resíduos e de reciclagem, visando uma acção mais ampla, desde o redesenho de processos, produtos e novos modelos de negócio até à optimização da utilização de recursos (“circulando” o mais eficientemente possível produtos, componentes e materiais nos ciclos técnicos e/ou biológicos). Visa assim o desenvolvimento de novos produtos e serviços economicamente viáveis e ecologicamente eficientes, materializando-se na minimização da extracção de recursos, maximização da reutilização, aumento da eficiência e desenvolvimento de novos modelos de negócios.

 

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