A Águas do Ribatejo apresentou hoje as empreitadas em curso em Torres Novas, de 10 milhões de euros, parte do investimento de 34 milhões de euros em saneamento e abastecimento de água, a concluir até 2018, no concelho.

Numa cerimónia que contou com a presença do secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, e que simbolicamente foi assinalada com o lançamento de massa de betão para uma vala nas fundações que vão sustentar a nova ETAR da Chancelaria/Pedrógão, adjudicada por 4,4 milhões de euros, foram apresentadas as obras que vão permitir uma cobertura na rede de saneamento de mais de 80% da população do concelho.

Além da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Chancelaria/Pedrógão, foi igualmente adjudicado o sistema de saneamento das Lapas/Ribeira Branca, com um custo previsto de 3,6 milhões de euros, estando agendado para 2017 o avanço das obras nos sistemas da Rexaldia, Fungalvaz, Lamarosa e Alcorochel, todas para concluir até final de 2018, afirma uma nota da AR.

“O concelho de Torres Novas fica dotado com equipamentos de nova geração para uma cobertura na rede de saneamento de mais de 80% das populações”, afirma a empresa detida a 100% por sete municípios do distrito de Santarém.

O concelho de Torres Novas, o último a aderir à AR, tem-se confrontado com problemas ambientais na bacia do rio Almonda, com a situação da ribeira da Boa Água, que o Ministério do Ambiente atribui a uma empresa do concelho, a suscitar o protesto de populações e autarcas.

Na sessão de hoje, o secretário de Estado, que estava acompanhado por responsáveis das entidades com poderes de fiscalização, afirmou que as estações de tratamento apresentadas não são solução para todos os tipos de tratamento e vincou a necessidade de as empresas poluentes cumprirem as suas obrigações, afirma a nota.

“Não podem continuar a investir em advogados e pareceres para fugirem às coimas, em vez de construírem sistemas de tratamento eficazes e de qualidade”, afirmou, garantindo que não haverá cedências perante os que desrespeitam as regras e os regulamentos, acrescenta o comunicado.

No final da visita, Carlos Martins reuniu-se com autarcas e entidades com responsabilidades na gestão ambiental, tendo alertado para a necessidade de continuar a trabalhar para reduzir os impactos negativos e devolver qualidade às Bacias do Tejo e do Almonda.

O presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, afirmou que os investimentos feitos no concelho desde a adesão à AR, há cinco anos, ultrapassam os 24 milhões de euros, num esforço para mitigar os impactos negativos nas linhas de água e nos ecossistemas da região.

O presidente da AR, Francisco Oliveira, realçou que, em 2017, a empresa não vai aumentar o preço da água e vai alargar o número de beneficiários dos tarifários social e para famílias numerosas, ao mesmo tempo que vai continuar a reduzir a percentagem das perdas de água para atingir 20% até 2020, sendo ainda objectivos atingir uma cobertura no saneamento de cerca de 80% e realizar o cadastro de mais de 1.100 quilómetros de redes de saneamento, conclui a nota.