Apesar da instabilidade atmosférica e da precipitação de alguma chuva, mesmo durante o Festival, Mourão acolheu o segundo espectáculo do seu ciclo, a que acorreu uma vez mais uma enorme assistência. A arena não estava nas melhores condições, apesar do esforço da Organização para preservar o seu piso, mas, ainda assim, todos os toureiros deram o seu melhor para corresponder a tamanha afición de quantos quase encheram a Praça “Dr. Lourenço Esquível”.

Filipe Gonçalves andou em plano satisfatório, lidando bem no seu estilo desenvolto e espectacular, mas tendo estado menos acertado na colocação da ferragem. Em ambiente de festa, o conclave premiou o seu labor com expressivas ovações. Devido ao piso da arena, Filipe Gonçalves lidou o quarto novilho da tarde, que foi facilmente pegado por Carlos Polme, do Grupo de Forcados Amadores de Monsaraz, ao primeiro intento.

No toureio a pé cumpriram sem grandes alardes técnicos e artísticos os matadores Paco Ureña, Juan del Álamo e Paco Aguado, enquanto António João Ferreira logrou superar os seus pares através de uma actuação muito meritória. Lanceando com sentimento e expressão o capote, António João deu nota da sua qualidade artística e depois construiu uma faena muito templada e mandona, evidenciando elegância e domínio estético na diversificada função, apresentando credenciais para maiores desafios, que, certamente, irão surgir. O novilheiro João Silva “Juanito” também se exibiu em bom plano dando nota de uma boa evolução técnica, tanto com o capote como com a muleta, pelo que, igualmente, faz jus a outros compromissos a caminho da esperada alternativa de matador, para cumprimento do seu sonho de menino.

Os novilhos de Murteira Grave, apesar de pouco volumosos, cumpriram quantludgero 17-02o a condições de lide, sendo menos colaborante o quinto da tarde, e o Festival foi dirigido sem problemas por Agostinho Borges.

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