Os autarcas da Chamusca e da Golegã vão “reforçar”, junto do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, a necessidade de uma nova ponte sobre o Tejo, pois a actual “estrangula o trânsito e o desenvolvimento económico” da região.

Em comunicado, o presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Paulo Queimado (PS), afirma que se reuniu, na sexta-feira passada, com autarcas do vizinho concelho da Golegã, comandantes da GNR e responsáveis regionais da Infraestruturas de Portugal (IP) para procurar uma “solução viável para os constrangimentos” causados diariamente pelas dificuldades de travessia da actual ponte.

Para Paulo Queimado, é imperioso “resolver a curto prazo o transtorno causado aos utilizadores da ponte, que vem piorando consideravelmente desde que foram concluídas as obras de requalificação, em 2013, dificultando o cruzamento de camiões”, sem esquecer que é preciso avançar com a solução definitiva com a construção de uma nova travessia.

No comunicado, o autarca adianta que “todas as soluções que se possam encontrar para a ponte João Joaquim Isidro dos Reis apenas poderão ser consideradas provisórias, por forma a minorar os constrangimentos para quem diariamente a utiliza”.

Entre as hipóteses discutidas na reunião para melhorar o tráfego na ponte a curto prazo, o município destaca a colocação de semáforos, medida prevista desde a intervenção na ponte, em 2013, na sequência de um estudo solicitado pela Câmara “e ao qual as Infraestruturas de Portugal ainda não deram andamento”.

Na reunião, segundo o comunicado, o director do centro operacional centro sul da Infraestruturas de Portugal, Alcindo Duarte Cordeiro, terá afirmado que esta intervenção consta do orçamento da empresa para 2017, esperando que ela avance no primeiro trimestre do ano.

O presidente da Câmara da Golegã, Rui Medinas (PS), declarou, na reunião, a sua disponibilidade para “unir esforços no sentido de apelar ao Governo para a importância da construção da nova ponte”, acrescenta a nota.

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