Maria Fernanda Barata (3)José Maria Eça de Queirós, natural de Póvoa do Varzim, nasceu em 25 de Novembro de 1845 e faleceu em 10 de Agosto de 1900, na sua residência de Neuilly. (França)

Estudou Direito em Coimbra, onde terminou o curso em 1866, tendo iniciado a sua colaboração na gazeta de Portugal.

Esses escritos foram depois reunidos em livro de contos com o título “Prosas Bárbaras”.

Em 1867, o notável Escritor passou a Director do Jornal “O Distrito de Évora” e, após dois anos, colaborou com Antero de Quental e Jaime Batalha Reis na obra                    “A Correspondência de Tradique Mendes”.

Em 1870 desempenhou o cargo de Administrador do Distrito de Leiria, onde recolheu elementos para o seu primeiro romance realista – naturalista “O Crime do Padre Amaro”.

No mesmo ano, Eça de Queirós em colaboração com Ramalho Ortigão, foi publicado   “O Mistério da Estrada de Sintra.

Também, em colaboração com Ramalho Ortigão, foi publicada a obra “As Farpas”.

A sua carreira diplomática começou em 1872 em Havana, (Cuba) continuou em Newcastle e depois em Paris em 1888, nunca deixando de colaborar em revistas e jornais.

“O Primo Basílio” publicado em 1878, “O Mandarim” em 1880, “A Relíquia” em 1887, “Os Maias” em 1888, “A Ilustre Casa de Ramires” e “A Cidade a as Serras” já em 1900, são obras extraordinárias que todos os Portugueses deviam conhecer.

Na famosa casa de “Tormes” encontra-se o espólio de Eça de Queirós: várias mobílias, estante de arquivo, a mesa dos “espíritos”, objectos pessoais, fotografias, etc.

Eu tive o privilégio de conhecer Tormes, a casa de Eça de Queirós, que não esquecerei mais.

 

Um cumprimento ao Leitor

Mª Fernanda Barata

*Texto publicado em edição impressa a 29 de Maio.