Maria Fernanda Barata (3)Mais uma vez os antigos alunos do Liceu de Santarém tiveram o seu encontro anual no dia 9 de Maio de 2015.

Muitos dos que marcavam sempre presença nesta fase da saudade, já não puderam juntar-se a nós neste dia magnífico de gratas recordações.

E porquê? Porque as suas condições de saúde já não permitem deslocações, porque alguns vivem em Lares e porque outros já não pertencem ao número dos vivos.

A verdade é que deslocamo-nos à nossa inesquecível cidade para lembrar os tempos felizes de uma juventude que não volta mais.

Nós, os que tivemos o privilégio de estar presentes, somos (como alguém disse) “os grandes resistentes” que ainda cultivamos a saudade, como uma jóia de valor incalculável.

Resistimos e alimentamos a esperança de nos podermos encontrar no próximo ano, com a mesma alegria, com o mesmo empenho, ano após ano.

Somos velhos? Diziam alguns. Mas, só é velho quem tem o espírito velho e todos nós, conservamos o espírito novo e aberto, próprio do século em que vivemos.

Comecei por dar largas ao pensamento, colocando em segundo plano os acontecimentos do dia 9 de Novembro, o “nosso Dia.”

Vou contar: – Como habitualmente, pelas dez horas e meia, foi feita a visita ao Liceu, onde os cumprimentos e os abraços disseram mais do que palavras.

Os distintos oradores que usaram da palavra disseram o que lhes mandava o coração.

Nada mais bonito, nada mais sensível.

O almoço teve lugar no restaurante Aroma Tejo, tal como no ano anterior.

Fomos bem servidos, consequentemente, ficamos todos com excelente impressão.

O convívio foi agradável e o rosário de recordações foi uma constante.

Foram feitas fotografias que ficarão como uma lembrança de um óptimo dia.

Um cumprimento ao Leitor

Mª Fernanda Barata

*Texto publicado em edição impressa a 15 de Maio de 2015