Maria Fernanda Barata (3)Este é um Poeta Maior da Literatura Portuguesa, considerado um verdadeiro génio.

Em 1934 publicou “Mensagem” com quarenta e quatro poemas, mas já depois da sua morte, surgiu a poesia inédita, reveladora de um talento invulgar e extraordinário.

Álvaro de Campos foi revelado em 1915, na revista Orfeu com os poemas “Ode Triunfal, Opiário e Ode Marítima”.

Ricardo Reis surgiu em 1924 com vinte odes publicadas em Atena.

Alberto Caeiro, em 1925 e também na revista Orfeu, fez publicar trinta e nove poemas.

Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro eram os seus “colaboradores fictícios” ou os seus “heterónimos”.

Fernando Pessoa colaborou activamente na revista “Presença” desde 1927 a 1934 e foi também um crítico de grande prestígio.

Só em 1990, a obra de Fernando Pessoa foi conhecida verdadeiramente após um profundo estudo sobre o seu valioso espólio, sendo publicada a obra “Pessoa por Conhecer”, com muitos poemas assinados por “alter-egos” que ninguém conhecia.

Ao longo da sua vida (desde jovem) Pessoa inventou dezenas de personagens-escritores, sendo os heterónimos dialogantes entre si.

Palavras de Fernando Pessoa:- “Quanto em mim haja de humano, eu o dividi entre os autores vários de cuja obra tenho sido o executor”. “Médium assim de mim mesmo, todavia subsisto”.

“Sou, porém, menos real que os outros, menos coeso, menos pessoal, eminentemente influenciável por eles todos”.

O “Livro do Desassossego”, cujos pensamentos e sentimentos (de Pessoa) são narrados por Bernardo Soares, o seu suposto autor.

O Pai de Fernando Pessoa, apaixonado pela Música era colaborador do Jornal “Diário de Noticias” entre 1876 e 1892.

A sua Mãe, Maria Madalena Pinheiro Nogueira, muito dedicada à leitura em Português e Francês, também se dedicava à Poesia.

Acrescentarei que Fernando Pessoa, aos quatros anos já sabia ler e escrever em Português, facto que já demonstrava uma rara inteligência.

Aqui fica uma pálida imagem de Fernando Pessoa, cuja obra notável é admirada e estudada em todo o Mundo Culto.

 

Um cumprimento ao Leitor

Mª Fernanda Barata

*Texto publicado em edição impressa a 19 de Junho