Maria Fernanda Barata (3)“Pedralvares”, natural de Belmonte, era  lho de Fernão Cabral, possuidor de muitas propriedades na Beira.

Após a sua morte, essas propriedades passaram para as mãos dos seus quatro filhos.

Pedro Álvares Cabral casou com Isabel de Castro, sobrinha de um homem muito notável, Afonso de Albuquerque.

Sabe-se que vivia em Santarém quando o Rei D. Manuel I lhe concedeu certos privilégios em 18 de Fevereiro de 1509.

No mesmo ano (17 de Dezembro) foi-lhe permitida a “troca dos seus bens no lugar do Pereiro, termo da vila de Santarém, por uma quinta do Rocio, cerca da mesma vila”.

Tem-se como certo?

Que Pedro Álvares Cabral faleceu em 1520 e que seu  lho António Cabral faleceu depois.

A verdade é que o Descobridor do Brasil e seu filho foram sepultados na Igreja da Graça, que pertencia ao Convento dos Eremitas de Santo Agostinho, conhecidos por “gracianos”.

Em 1529, Isabel de Castro acordou com o Prior e outros religiosos que a “capela de S. João Evangelista seria o local para jazigo perpétuo de
seu esposo, Pedro Álvares Cabral e de seu filho”.

D. João III, sucessor de D. Manuel I, escolheu D. Isabel de Castro para camareira-mor de sua  lha, a Infanta D. Maria.

Em 1538 faleceu D. Isabel de Castro, cujo corpo ficou no referido jazigo.

Como curiosidade, acrescentarei que, segundo livros antigos (século XVI e XVII) Santarém foi fundada por Abidis XXIV Rei de Espanha, 1100 anos antes de Cristo.

Historiadores modernos consideram que esta narrativa não passa de uma lenda.

Termino este artigo, registando estas palavras de Almeida Garrett, em louvor a Santarém: “um livro de pedra em que a mais interessante e mais poética parte das nossas crónicas está escrita”.

Um cumprimento ao Leitor

Mª Fernanda Barata