Maria Fernanda Barata (3)Podemos dizer que no tempo do Rei D. Dinis, as margens do Rio Nabão eram despovoadas.

Apenas havia uns casebres nas redondezas, ao longo da estrada real, que fazia a ligação entre Coimbra e Lisboa.

Havia um ancião que mendigava, umas vezes à beira da estrada, outras vezes junto de uma estalagem, a fim de angariar o seu sustento.

Uma vez, o mendigo viu surgir muita gente (que lhe parecia importante pelo aspecto). Essa gente importante, pertencia, de facto, à nobreza, estando junto, a própria D. Isabel de Aragão, esposa do Rei D. Dinis.

O mendigo aproximou-se de D. Isabel de Aragão, que lhe deu esmola avultada.

Logo se espalhou notícia, de tal modo, que o lugar passou a ser frequentado por pessoas pobres e outras pessoas que veneravam a Rainha que foi Santa.

O lugar quase deserto (nem tinha nome) passou a chamar- se Ancião (lembrando o mendigo).

Hoje, Ansião é uma terra muito conhecida pelas suas bonitas paisagens e pelos seus habitantes de costumes acolhedores.

Pertence à Beira Litoral, terra de grandes tradições e de lendas que não se perderam ao longo dos tempos.

Conta-se também que a Rainha Santa Isabel, indo de Coimbra para Lisboa, bebeu água do Rio Mondego, que abençoou.

A partir dessa altura, as águas do Mondego tiveram virtudes especiais, isto é, milagrosas.

A Rainha Santa Isabel ainda hoje é venerada no dia 29 de Junho, dia de São Pedro.

Esta ilustre Rainha está profundamente ligada ao Povo Português, contando-se a seu respeito maravilhas e milagres.

Nota: Ansião, é o presente

Um cumprimento ao Leitor

Mª Fernanda Barata

*Texto publicado em edição impressa de 11 Setembro