Maria Fernanda Barata (3)Em tempos antigos foi praticado, em Barcelos, um grande crime, mas ninguém conhecia o autor do mesmo.

As desconfianças eram muitas e as suspeitas acabaram por cair num galego, que se dizia ser peregrino de Santiago de Compostela.

Embora o galego jurasse que era inocente, toda a gente o apontava como assassino.

Acabou por ser condenado à morte por enforcamento.

A seu pedido, foi à presença do juiz que o havia condenado.

O juiz recebeu-o na casa de jantar onde comia a refeição com amigos e colegas e ouviu estas palavras do condenado!

– “Saiba que estou inocente. E isto é tão verdade como esse galo que aí está na travessa; ele cantará quando eu estiver a ser executado”.

O juiz não acreditou no condenado que foi conduzido ao patíbulo.

Justamente no momento em que atavam o pescoço do galego, o galo assado cantou.

Com grande espanto do juiz e dos seus colegas, correram ao patíbulo, chegando a tempo de o salvarem duma morte terrível.

Assim, o galego foi mandado em paz para junto dos seus familiares.

Para assinalar tão famoso facto, o galego mandou fazer um cruzeiro (ainda existe?) quando regressava de mais uma peregrinação a Santiago de Compostela.

A Barcelos está também ligada uma lenda, que conta que um fidalgo quis conquistar a filha de um sapateiro chamado João Pires. Este, perante a insolvência do fidalgo, aplicou-lhe duas bofetadas que lhe deixaram marcas na cara.

A filha trouxe para casa restos de uma cruz que o pai queimou de imediato, projectando o fogo.

O fidalgo arrependeu-se da sua insolvência e, por isso, foi erguida a Capela das Cruzes.

Aqui  ca mais uma lenda que demonstra a ingenuidade e crença do bom Povo Português.

Um cumprimento ao Leitor

Mª FernandaBarata