Nas ultimas semanas temos verificado uma grande “atenção “, por parte do PAN e BE, pelos assuntos da caça.

Este despertar pelos assuntos venatórios levou mesmo, estes partidos, a apresentar iniciativas legislativas.

Sim, devem estra tão espantados quanto eu! Falar de caça nestas áreas políticas traz água no bico.

Nem mais! As propostas desta franja radical por um lado mostram um desconhecimento total da atividade cinegética, por outro assumem a vontade destes partidos em acabar com a caça e caçadores nacionais.

Quem não vê o País como um todo compreende o mundo rural, quem só conhece e reconhece o Portugal urbano não consegue atingir as mais valias ambientais, económicas e sociais desta prática ancestral.

Para além destes partidos já alguém imaginou os danos aos ecossistemas e á biodiversidade se, de um momento para o outro, deixarmos de caçar e permitimos o aumento da densidade das espécies, em especialista mais predadoras?

Imaginem a proliferação das raposas e javalis, qual será o impacto na nossa pecuária ou agricultura?

Por outro lado, sabendo que as licenças da caça correspondem a uma receita de 5 milhões de euros e que esse dinheiro vai para o ICNF para a preservação da natureza, onde iria o

Estado buscar essa receita? E os empregos se perderiam nas associações de caça? O os armeiros que iriam fechar?

E se tudo isto não bastasse como é que substituiríamos os efeitos sociais da caça na sociedade?

Onde é que pessoas dos diferentes extratos sociais podem partilhar e conviver em ambientes comuns? O que fariam todos aqueles reformados que a vivem a correr os meses de defeso para conseguirem usufruir intensamente da atividade da caça, durante o período venatório.

É particularmente lamentável que os caçadores de ouvido, que não percebem a importância da caça na sociedade Portuguesa, coloquem em causa a atividade cinegética e a história venatória do nosso País.

Nuno Serra

Deputado do PSD eleito por Santarém

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