Alterações do prazo de pagamento da iniciativa da concessionária geram descontentamento e levam a pedido de explicações pela Câmara Municipal.

A alteração ao prazo de pagamento com que “os munícipes foram confrontados na factura que receberam em Abril, sem qualquer aviso prévio da Cartágua”, foi a razão do pedido de esclarecimentos “que dirigimos à concessionária, logo que tivemos conhecimento da alteração”, explicou Pedro Magalhães Ribeiro na reunião de Câmara de dia 17 de Abril.

Para o autarca, “não é plausível que uma alteração do dia habitual de pagamento das facturas chegue aos utilizadores como um dado adquirido, sem razões que demonstrem quer a sua necessidade, quer o seu enquadramento legal àqueles que são os seus clientes”, referiu explicando que a resposta recebida da Cartágua foi igual à que a concessionária “enviou a alguns munícipes que também terão pedido esclarecimentos”.

Como razões para a alteração, a Cartágua apontou, em resposta ao pedido de esclarecimentos da Câmara Municipal, a necessidade de encontrar soluções que pudessem minimizar o facto de “nos últimos dias de prazo de pagamento das faturas” ter sido identificado ” um elevado fluxo de pessoas na nossa loja de atendimento ao cliente”. Pelo que a Cartágua passou a emitir as faturas referentes aos consumos do mês anterior, “mantendo o mesmo número de dias para o pagamento voluntário e cumprindo a legislação em vigor, de forma a que o final do período de pagamento voluntário seja diferente e ocorra uma afluência de utentes ao escritório mais repartida no tempo, evitando assim maiores filas de espera”. Para além desta medida, a Cartágua vai também adquirir e instalar um “sistema de gestão de filas, de forma a separar por “temas” os utentes que se deslocam aos nossos escritórios e diminuir o tempo de espera e consequentemente melhorar a qualidade do atendimento”.

Pedro Magalhães Ribeiro informou também, na referida reunião de Câmara, que “entendemos a resposta da Cartágua como insuficiente para que possamos dar-nos por satisfeitos. A Câmara tem a obrigação de garantir quer o tratamento equitativo de todos os munícipes, quer o cumprimento integral da legislação em vigor e do contrato estabelecido com a concessionária”, pelo que “já remetemos esta situação, assim como a resposta recebida, para análise jurídica”, garantindo que “não agiremos nem de modo alarmista, nem populista, mas seremos firmes na garantia dos direitos de todos os utentes”.