Praça_de_Touros_do_Campo_Pequeno_2A empresa gestora dos assuntos taurinos da principal praça de toiros do país acaba de divulgar alguma informação sobre a temporada que se apresta a atingir o seu termo. Faltará fazer o balanço artístico evidenciando os triunfadores da temporada lisboeta, mas para já a informação disponibilizada permite-nos considerar que o ano de 2015 constituiu um assinalável êxito empresarial, o que vivamente se saúda. A taxa média de ocupação por corrida foi de 81,3%, em 2015, reflectindo um aumento de 6% em relação aos valores alcançados na temporada de 2014.

A Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno refere que o número de espectadores registou um aumento de 20,6%, em relação à temporada de 2014. Durante a temporada de 2015, que encerrou a 1 de Outubro para a Praça de Toiros do Campo Pequeno, embora só tenha esgotado numa ocasião – na corrida comemorativa do centenário do Grupo de Forcados Amadores de Santarém – registaram- se, em cada corrida, presenças de público significativamente acima das que se verificaram em 2014.

Se considerarmos que a crise que afectou a vida dos portugueses nos últimos anos continuou a fazer-se sentir também na temporada em análise – e promete continuar! – estes resultados são muito relevantes, decorrendo, por um lado, do facto de o público lisboeta ter um poder de compra acima dos do resto do país, mas, por outro lado, e sobretudo, reflectem a qualidade dos cartéis apresentados nesta excelente época taurina, pelo que a direcção taurina do Campo Pequeno é credora dos mais rasgados elogios.

Por seu turno, também o Museu Tauromáquico instalado na Praça do Campo Pequeno, e que foi inaugurado esta temporada após tantos anos de encerramento, do que resultou a perda de tão interessante e valioso espólio, registou um número de visitantes muito significativo – cerca de 7000 pessoas – oriundos de 86 países. É obra! Deste universo de visitantes há, contudo, a considerar que só oito países representaram 74% do total, mas ainda assim não deixa de ser interessante, e até curioso, a diversidade de nacionalidades registada. Para memória futura, aqui ficam os dados relativos à procedência da maioria dos visitantes do Museu Tauromáquico de Lisboa: França (19%), Portugal (17%), Itália (10%), Alemanha (9%), Brasil (7%), Espanha, Bélgica e Inglaterra (4% cada).

De notar ainda que o espólio do Museu continua a ser valorizado, especialmente através da doação de material do mais alto significado, como foi o caso da casaca com que o cavaleiro D. Francisco de Mascarenhas se estreou no Campo Pequeno, em 1936, com apenas 10 anos de idade.

*Texto publicado em edição impressa de 23 Outubro

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