A notícia da eventual venda da concessão da Praça de Toiros do Campo Pequeno, em consequência da insolvência da Sociedade de Renovação Urbana Campo Pequeno (SRUCP) que promoveu as obras de restruturação do principal tauródromo português, caiu que nem uma bomba entre os aficionados lusos, porém, a história já tem alguns anos e esta situação constitui apenas mais um episódio, o qual, contudo, poderá ter implicações directas no futuro da gestão da actividade tauromáquica.

De acordo com o que tem vindo a lume na imprensa nacional, o empresário francês Simon Casas poderá ser o próximo gerente da praça de toiros do Campo Pequeno, caso se confirme a compra da concessão pelo grupo suíço Springwater, que já gere a Monumental de “Las Ventas”, em Madrid, através da marca Nautalia, em parceria com Simon Casas.

A Dr.ª Paula Mattamouros Resende, administradora da insolvência, já confirmou em declarações à imprensa, que a venda pode ocorrer até final de 2017, pelo que a corrida do próximo dia 12 de Outubro, que encerra a temporada dos 125 anos do Campo Pequeno, poderá ser a última em que intervém a administração que organizou as últimas temporadas na primeira praça do país.

Por ora, tudo o que se possa adiantar será apenas e só pura especulação. Rui Bento poderá permanecer à frente da Praça como colaborador de Simon Casas, com quem tem boas relações. A Dr.ª Paula Resende poderá, igualmente, manter-se de alguma forma ligada ao Campo Pequeno.

Poderá entrar gente nova na equipa… Enfim, por enquanto está tudo em aberto. É natural que Simon Casas e o Grupo Springwater, se vierem gerir a primeira praça de toiros em Portugal, tenham que contar com representantes locais, até porque não é provável que Simon Casas deixe Madrid para se fixar em Lisboa. Todavia, não está ainda descartada a possibilidade de surgirem outros interessados no negócio, pelo que nesta fase tudo é expectável.

O que parece certo é que a situação empresarial vai ter de mudar, devido à questão da insolvência da SRUCP.