O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, presidiu à sessão de Apresentação das Condições de Comercialização da Área de Localização Empresarial do Falcão – Valleypark, que teve lugar no dia 31 de maio e na qual estiveram empresários do concelho e da região, autarcas locais, deputados da Assembleia da República e responsáveis de instituições públicas e privadas, entre os quais os presidentes da CCDR Lisboa e Vale do Tejo e da CCDR Alentejo ou a Direcção Executiva do Fundo de Apoio Municipal.

Para o Ministro da Economia, a ALE do Falcão – Valleypark “é um bom exemplo do bom momento que o Cartaxo vive”, referindo a capacidade quer da sociedade gestora e dos seus parceiros institucionais, quer da autarquia, em retomarem o projecto, “do presidente da câmara Municipal em persistir e insistir” na sua viabilidade, o que enquadrou num contexto nacional de “crescimento da confiança dos investidores. Os empresários estão a responder muito bem à mudança a que assistimos, com o PIB a crescer 2,8, com o crescimento das exportações e com o emprego líquido a crescer mais 162 mil novos postos de trabalho”.

Para Manuel Caldeira Cabral, “os bons momentos dão muito trabalho, às instituições públicas, mas também às instituições privadas”. Destacando as características de localização e as vantagens competitivas do Valleypark, o Ministro lançou “o repto aos empresários” para que avaliem as oportunidades “de terem as vossas empresas instaladas em áreas empresariais que permitem partilha de recursos e possibilidades de expansão no futuro”.

As condições de comercialização foram apresentadas pelo presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro e por José Eduardo Carvalho, presidente do Conselho de Administração da ALE do Falcão – Valleypark.

Masterplan

Presidente da Câmara afirma importância de ALE do falcão e Revisão do PDM como essenciais ao desenvolvimento do concelho

Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo considerou a sessão como “um marco que terá a maior relevância no futuro do concelho e da região”, considerando que a possibilidade de “finalmente podermos iniciar a comercialização desta Área de Localização Empresarial, é talvez a notícia mais importante para o Cartaxo nos últimos 20 ou 30 anos”.

“Este é um dos dias mais importantes deste mandato – resolver os enormes problemas que esta Área de Localização Empresarial enfrentava em 2013, pela sua complexidade, foi um dos maiores desafios que enfrentámos – chegámos aqui depois de muito trabalho árduo, de negociação, de procura de soluções”, reconhecendo que “este não é um caminho que se possa fazer sozinho”, o autarca agradeceu aos “parceiros que se juntaram ao município e à administração da Valleypark na procura de soluções”, lembrando o papel dos seus antecessores, afirmou a “importância de o Nó da A1 ter sido sempre pensado”, por Paulo Caldas e José Eduardo Carvalho “como factor que permitiria a criação da Área de Localização Empresarial”.

A possibilidade de empresas e empresários poderem aceder a uma Área de Localização Empresarial com “vantagens competitivas únicas”, entre as quais destacou a “localização de excelência, junto ao Nó de acesso à A1 que nos coloca a 50 Km de Lisboa e a não mais de 15 Km das principais vias rodoviárias do país, a proximidade às infraestruturas de apoio à internacionalização da economia, como o aeroporto e o porto de Lisboa, ou o facto de para efeitos de acesso a fundos comunitários as empresas que aqui se instalarem poderem usufruir das condições da localização NUTSII Alentejo, que é região de convergência para fundos comunitários”.

Para o autarca, “esta é uma das maiores vantagens deste parque empresarial” por assegurar “as melhores condições de financiamento para as empresas que aqui se instalarem”. Condição à qual se “acrescentam condições facilitadoras do licenciamento ímpares em comparação com outros concorrentes directos, as infraestruturas estão todas instaladas, num enquadramento urbanístico de qualidade, que integrará espaços e valências partilhadas, e estamos num concelho que a par da localização e acessibilidades rodoviárias, ainda oferece três estações na mais importante linha ferroviária do país, a Linha do Norte”.

Entre as dificuldades “encontradas no início do mandato”, o autarca destacou as infraestruturas por terminar e o risco de se perderem os fundos comunitários que representavam uma perda de de 2 milhões de euros, o facto de o contrato para aquisição dos terrenos ter sido assinado sem aprovação da Assembleia Municipal, o que o inviabilizava ou a situação de quase insolvência da sociedade gestora e o conflito accionista com litigância judicial. Pedro Magalhães Ribeiro agradeceu aos técnicos autárquicos e a todas as instituições que “uniram esforços para resolver nestes três anos os problemas encontrados – a Câmara Municipal terminou as obras das infraestruturas inacabadas, resolveram-se os problemas jurídicos com a aquisição dos terrenos e encontrou-se um grupo de investidores que adquiriu os créditos da sociedade à banca”,

José Eduardo Carvalho destaca condições competitivas da ALE ao nível do licenciamento

O presidente do Conselho de Administração da Valleypark destacou a importância competitiva da Área de Localização Empresarial, no que se refere ao seu “modelo e legislação de licenciamento e tramitação administrativa de instalação de empresas”.

Dando um exemplo hipotético, José Eduardo Carvalho explicou as características “ímpares do modelo em que este parque se insere”, referindo-se ao facto a ALE do Falcão – Valleypark ser gerida por uma sociedade acreditada pelo Ministério da Economia, que lhe “outorgou um alvará concedendo autorização para instalar empresas de determinadas CAE” e lhe delegou competências em matéria de licenciamento, assumindo o Ministério da Economia, um papel fiscalizador e sancionatório do cumprimento do alvará concedido. A sociedade gestora é também responsável pela garantia da qualidade urbanística e de infraestruturas do Parque, e fornecerá às empresas ali instaladas serviços de apoio e gestão de serviços como a segurança ou os espaços verdes.

A comercialização dos lotes que “finalmente se vai poder iniciar”, foi possível pelo recente registo do plano de pormenor do loteamento, assim como pelo facto de a sociedade gestora ter visto os seus créditos à banca adquiridos por um grupo de investidores que “vai dinamizar o projecto”. Dirigindo-se ao Ministro da Economia, José Eduardo Carvalho afirmou que “não nego que os níveis de confiança na economia nacional estiveram na base desta decisão de investimento. Acreditou-se no projecto, acreditou-se no país. Investimos e vamos concretizar”.