Pedro Magalhães Ribeiro informou o executivo, na reunião da Câmara Municipal que decorreu ontem, dia 15 de maio, sobre as razões financeiras que levaram o “Reverence Festival a deixar Valada”. Para o autarca “os 15 a 30 mil euros necessários para que os promotores continuassem a realizar o Festival no concelho, não podem ser assumidos neste mandato. Penso que ninguém compreenderia se assumíssemos este custo. Não compreenderiam quando há tantas necessidades essenciais às quais dar resposta”.

Para o autarca, “a asfixia financeira que temos vivido e que tem condicionado o nosso apoio a clubes, associações e colectividades, não pode ser esquecida em nome de qualquer populismo de circunstância. O caminho de responsabilidade que traçámos vai ser mantido até ao último dia deste mandato”.

O associativismo que dá, ao longo de todo o ano, um enorme contributo para o desenvolvimento cultural e desportivo do concelho, que promove a integração e o apoio social a milhares de pessoas, não poderia compreender este apoio. Eu não o compreenderia a não ser à luz da irresponsabilidade, ou para dar resposta a comentários nas redes sociais”.

O apoio que o município deu ao Reverence desde o seu início “é o que sempre estivemos dispostos a dar. Apoio logístico e de recursos humanos, apoio na montagem das estruturas necessárias, na limpeza diária, na presença permanente dos Bombeiros Municipais com um centro de primeiros socorros e patrulhamento das margens do rio e na procura de parcerias”.

Câmara procurou alternativas e já tem promotores interessados
Pedro Magalhães Ribeiro informou ainda o executivo que iniciou “negociações com vários promotores e agentes culturais de modo a que ainda em 2017 possamos ter um festival em Valada”.

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