A questão da independência da Catalunha é mais complexa do que inicialmente se supunha e tem tido um enorme impacto junto da tauromaquia espanhola. A Asociación Internacional de Tauromaquia emitiu um pertinente comunicado, que aqui citamos parcialmente para melhor compreensão desta problemática:

“A contestação à Tauromaquia, devido às suas raízes espanholas, tem sido um dos instrumentos favoritos da “independência catalã”, tendo sido ilegitimamente banida do território catalão há mais de cinco anos, condenando milhares de aficionados a restrições ilegais e absurdas sobre as suas liberdades e direitos” começa por referir o comunicado.

“Com a lei como arma, a Tauromaquia defendeu-se perante os tribunais ao afirmar a sua legitimidade e em 20 de Outubro de 2016 o Tribunal Constitucional espanhol reconheceu a sua legalidade em todo o território catalão, derrotando o zelo liberticida de alguns, que persistem na sua intransigência”, acrescenta.

A Junta Directiva revela ainda que “hoje, quando o ataque da “independência catalã” é dirigido contra a unidade de Espanha, contra a sua Constituição, as suas leis e contra o povo catalão, aficionados em todos os países taurinos, amantes da liberdade e da democracia, exortam as autoridades públicas a agir contra este golpe com toda a força da lei, aplicando os direitos e garantias constitucionais, que permitam ao povo espanhol a sua convivência em paz e liberdade”, deixando ainda como pedido que “a unidade e a sabedoria devem reinar no solo catalão, bem como os direitos e liberdades do seu povo, permitindo, entre outras coisas, a recuperação dos seus autênticos valores históricos e culturais”.

Conclui o comunicado afirmando que “como aficionados taurinos, com a experiência de termos sido vítimas da violação do nosso direito de ir às praças de toiros na Comunidade Autónoma, apoiamos o Estado espanhol nas suas decisões para a defesa da unidade da Espanha e o povo catalão no resgate da paz, a sua coexistência e a liberdade perdidas”.