Por ironia do destino na semana onde o PSD apresenta um diploma para cadastrar os prédios rústicos em Portugal, a esquerda governante do nosso País quer tratar uma grande maioria dos Portugueses como possíveis cadastrados.

Vamos por partes.

Em primeiro lugar o cadastro dos prédios rústicos. Como é sabido tem havido dificuldades múltiplas na criação do cadastro rústico em Portugal. Existe uma matriz e um registo das propriedades mas não existe um cadastro geométrico e de localização dos prédios rústicos; algo que se tenta fazer desde 1926 e, até agora, só se conseguiu realizar 17% da tarefa.

O cadastro é uma ferramenta essencial para desenvolvimento económico e territorial de um País. É um passo importantíssimos para possíveis emparcelamentos agrícolas, para o ordenamento do território, para uma nova visão florestal e combate a incêndios e, como é óbvio, para uma maior coesão social e territorial.

Nesse sentido o PSD apresentou um diploma que permite a criação deste cadastro na ótica da propriedade, de uma forma progressiva e com a integração de dados de várias entidades.

Agora sim, o nosso cadastro!

É inconcebível que o atual Governo admita que quem tem 50 mil euros numa conta bancária deve ser alvo de levantamento de sigilo bancário! É inadmissível que uma família que poupou durante anos a  o para poder ter uma aplicação num banco de 50 mil euros seja vista como um potencial prevaricador, é intolerável ouvir o BE, o braço direito desta governação, afirmar que “a primeira coisa que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar dinheiro a quem está a acumular dinheiro”, quando este acumular de dinheiro é feito com esforço de muito trabalho dos Portugueses e não roubando ou assaltando bancos.

É ultrajante para quem, com o seu trabalho e rendimento, investiu na compra da sua casa própria, para poder deixar alguma coisa aos seus descendentes, ouvir Catarina Martins, do BE e “guru” do atual Governo, afirmar que “investimento não é comprar casa”.

Estamos, de facto, a entrar noutra dimensão, do género Boliviana ou Venezuelana.

Tenho a certeza absoluta que não é este o caminho, nem dimensão, que os Portugueses querem seguir.

Nuno Serra

Deputado do PSD eleito por Santarém

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