Em Tomar o Dia da Criança vai ser diferente este ano, com todos os alunos do pré-escolar e 1º ciclo a protagonizarem um grande desfile entre o antigo Colégio Nuno Álvares e a Mata dos Sete Montes, alusivo aos Descobrimentos e ao papel que o concelho teve nessa gesta gloriosa.

Ao todo, serão cerca de duas mil crianças entre os 3 e os 10 anos que desfilarão usando máscaras e fantasias para caracterizar os povos, povoar os oceanos com uma variada fauna e associar os continentes a produtos e animais representativos desse território, num evento que associa o Município, as escolas e a comunidade local.

A iniciativa, intitulada Tomar – Berço dos Descobrimentos, envolverá todas as escolas e graus de ensino do concelho, quer na preparação do desfile, quer na concepção dos carros alegóricos, integrando para além dos agrupamentos escolares, também o CIRE – Centro e Integração e Reabilitação, a Escola Profissional, o Instituto Politécnico e a Universidade Sénior. Participam ainda os alunos de Ensino Artístico das associações Gualdim Pais e Canto Firme, as quais, juntamente com a Nabantina, irão enriquecer musicalmente o cortejo, bem como os alunos do ensino e creches privadas João de Deus, Gualdim Pais, CAST, Academia dos Sonhos e Quinta dos Encantos.

A partida do cortejo será às 10h30, junto à Escola D. Nuno Álvares Pereira, percorrendo a Alameda 1 de Março, Rua Marquês de Pombal, Ponte Velha, Rua Serpa Pinto, Praça da República, Rua Infantaria 15, Avenida Cândido Madureira e terminando na Praceta Infante D. Henrique, frente à Mata dos Sete Montes, por volta das 12h30.

As crianças almoçarão depois na Mata, onde terão também diversas iniciativas de animação durante a tarde. A partir das 15 horas, decorrerá a regata Vai de Vela no Nabão, com barcos miniatura criados pelos alunos do 2º ciclo, que farão um percurso entre a ponte do Mouchão e a Levada. Estes barcos serão também premiados pela criatividade e capacidade de recriação das embarcações dos Descobrimentos.

O cortejo histórico destacará o papel de Tomar e da Ordem de Cristo na epopeia das Descobertas, sendo composto por sete quadros, intercalados por cinco carros alegóricos que darão também destaque à Língua Portuguesa, citando Pêro Vaz de Caminha, Camões e Pessoa.

O primeiro quadro mostra o mar Tenebroso, povoado pelos medos medievais, o Atlântico desconhecido para lá do Bojador. No segundo, o mar Tenebroso é rasgado pelas caravelas de D. Henrique, apoiado na Ordem de Cristo, iniciando a descoberta organizada do mundo moderno a uma escala planetária. O terceiro fala já de Diogo Cão e das viagens de exploração da costa ocidental africana.

O quarto quadro leva-nos até ao cabo da Boa Esperança, simbolizado num gigante Adamastor incrédulo com a ousadia dos portugueses. O quinto conduz-nos até à Índia, onde Vasco da Gama chega em 1498. No sexto quadro aportamos ao Brasil, onde o carro alegórico retrata o primeiro contacto dos índios com os portugueses. Por fim, no sétimo, o cortejo chega a Macau, onde as velas das naus se cruzam com as dos juncos.

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da esquerda para a direita: Sónia Bastos (CMT), Carlos Ribeiro (director Agrupamento Templários), vereador Hugo Cristóvão, professor Eduardo Mendes, Celeste Sousa (directora Agrupamento Nuno de Santa Maria), Ricardo Cristóvão (Hotel dos Templários)