A Exposição “Eduardo Souto de Moura: Continuidade” que esteve patente na Garagem Sul do CCB até ao passado dia 28 de Setembro, vai abrir no próximo dia 3 de Março, às 18h, no Convento de Cristo em Tomar, numa cerimónia que contará com a presença do arquitecto portuense. A exposição, que tem curadoria dos arquitectos António Sérgio Koch e André de França Campos, vai ficar patente ao público até ao dia 28 de Março.

A uma arquitectura que procura a racionalidade na disciplina, claramente influenciada por Aldo Rossi e os seus princípios de que as preexistências, a história da arquitectura, a tradição da cidade europeia e a ideia de monumento são o ponto de partida para evolução da disciplina, contrapõe-se uma visão norte-americana inspirada em Robert Venturi, contrária à Arquitectura Moderna, defendendo uma via híbrida, onde a contradição e a ambiguidade quebram com os princípios de coerência defendidos pelo Movimento Moderno.

A utilização das regras e das ordens clássicas, como ponto de partida para a apropriação do “sitio” enquanto entidade fornecedora de referências, demonstra a inquietação do arquiteto pela maneira como as suas obras estão inseridas no território, tendo consciência de que estas funcionam como recursos de transformação do espaço envolvente e que devem ser equacionadas como tal.
A materialização das suas obras está sempre associada a uma espacialização que se apoia na composição e na medida, na procura de uma arquitectura de precisão, na busca da perfeição e na sucessiva depuração dos elementos.
A redução da obra de Eduardo Souto de Moura a uma única temática acaba por não dar resposta a um conjunto de problemáticas no campo da arquitectura, que afloram as preocupações de uma complexa realidade processual, que faz parte da sua produção arquitectónica.
O contexto, tanto regional, como local ou cultural, acaba por desempenhar um papel importante no processo mental que conduz às suas obras, muitas vezes num cruzamento de influências que permitem repensar, operativamente, o processo criativo ao longo da sua obra.
O suporte expositivo pretende estabelecer uma ordem clara de leitura da obra do arquitecto Eduardo Souto de Moura, onde cada núcleo é um território disciplinar, ao mesmo tempo que dá lugar ao informe, permitindo uma promenade onde o somatório sequencial das partes resulta numa obra total.”

A Exposição conta com a colaboração da Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos.

 

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