Gabriel Silva, 18 anos, nasceu para o Teatro quando decidiu ingressar no curso de Artes do Espectáculo da Escola Ginestal Machado, em Santarém. Estreou-se em palco, em 2012, na peça “A tempestade” de William Shakespeare com o Grupo ‘Fatias de Cá’, onde interpretou a personagem “Fernandino”. Desde então, tem-se envolvido em inúmeros projectos, sendo que o mais recente foi o de interpretar o ‘Capitão sem Medo’, Salgueiro Maia, na peça ‘Esta é a Madrugada que eu esperava’, com texto de Correia Bernardo: “um papel de grande responsabilidade que me deu um grande prazer e orgulho”, segundo refere.

Foi difícil para si encarnar a personagem de Salgueiro Maia na peça ‘Esta é a Madrugada que eu esperava’?

Sim, encarnar a personagem de Salgueiro Maia foi um grande desafio a vários níveis, tais como a descoberta da sua personalidade, a maneira de falar e a intensidade do seu discurso naquela tão importante noite, a forma como Salgueiro Maia se posicionava na vida e dentro do quartel.

Foi também um papel de grande responsabilidade mas que me deu um grande prazer e orgulho.

Como se preparou para desempenhar o papel?

A preparação deste papel levou alguns meses e foi principalmente através da ajuda do Senhor Coronel Correia Bernardo que consegui perceber, de forma fiel, quem foi o Salgueiro Maia enquanto pessoa pois este passou imenso tempo com ele e foram Camaradas.

Que cena elege como mais marcante na peça?

Defino como cena mais marcante a que se realizou com os meus camaradas em formatura, onde eu discurso com o objectivo de os consciencializar da situação que se está a viver e os tento convencer a seguir comigo para Lisboa, tanto pela energia que eles me forneciam como o prazer que me deu ensaiar aquela cena em especifico por diversas vezes.

Como começou a sua paixão pelo Teatro?

A minha paixão pelo teatro começou, principalmente, no início do meu 10° ano, quando tive a oportunidade de entrar no curso de Artes do Espectáculo da Escola Ginestal Machado, e, a partir de 2014, nunca mais parei de fazer teatro e de me envolver em projectos, como por exemplo
a ‘Área de Serviço’ no Cartaxo e o grupo de Gonçalo Neto, em Santarém, aos quais agradeço imenso por todas as aprendizagens e apoio.

Com quem gostaria, um dia, de partilhar o palco?

Sem dúvida que o meu sonho a esse nível é um dia poder partilhar o palco com uma pessoa que admiro muito que é o grande Diogo Infante.

Até onde gostaria de chegar na carreira de actor?

Gostaria de focar-me em trabalhar apenas na área do teatro e desenvolver projectos ligados à Cultura.

Se tivesse de entrar num filme, que género preferiria?

Se entrasse num filme, gostaria que fosse de Guerra devido à minha curiosidade em saber como tudo é feito e devido ao gosto que tenho de um dia ainda poder vir a ingressar no exército.

Lema de Vida?

O meu lema é que a vida é como uma peça de teatro que não nos permite ensaios. Por isso, temos de cantar, chorar, dançar, rir e, acima de tudo, viver intensamente, antes que o pano se feche e a peça termine sem aplausos. Não podemos perder tempo porque os dias passam a correr e quando nos apercebemos já se passou mais um ano e não fizemos nada por nos próprios. O importante é aproveitar ao máximo cada segundo que passa pois o tempo já não volta mais e não podemos perde-lo a pensar no passado, senão não se consegue viver o presente.

Viagem de sonho?

Tenho dois destinos para viagem de sonho, ilhas Fiji e Miami.

Prato favorito?

O meu prato favorito é bife de atum acompanhado com batata.

Acordo ortográfico, sim ou não?

Esta é para mim uma grande questão pois dela podem surgir imensas opiniões mas na minha perspectiva existem mais desvantagens do que vantagens portanto a minha resposta é que não concordo com o acordo ortográfico.