O fadista escalabitano António Pelarigo faleceu hoje, dia 16 de Janeiro aos 64 anos de idade. Conhecido e muito acarinhado na cidade de Santarém e nas Caneiras, de onde é natural, assinalou em 2014 os 40 anos da sua carreira, com o lançamento de um álbum produzido pelo músico José Cid. Mais recentemente, em Dezembro de 2017 gravou com a fadista Mariza.

“Aquando da partida do tio João Ferreira Rosa disse á tia Judite Marceneiro que a melhor casa de Fado estava no céu. Hoje é a casa mais imponente de Fado. O Sr. meu pai António Pelarigo juntou-se á grande mestria do Fado. Disse-nos até já com a humildade com a força e a simplicidade que sempre o caracterizou e passou aos seus. Pede sorrisos e que vivam felizes… Porque ele está feliz”, escreveu o seu filho Nuno Pelarigo na sua página no facebook.

O corpo do fadista estará a partir das 16h00 de hoje na igreja das Portas Do Sol em Santarém e fará a sua última viagem amanhã, dia 17, pelas 10h30. “Que o Céu o ilumine como ele hoje tornou o Céu muito mais bonito”, concluiu o seu filho na referida rede social.

Ao longo da carreira, Pelarigo privou com variados nomes do fado como Amália Rodrigues, João Ferreira-Rosa, Carlos Zel, entre outros, e recebeu convites para cantar em casas de fado, tanto em Lisboa, como no Porto, como artista residente, “mas, ora por isto, ora por aquilo, não aconteceu”.

“Acasos da vida, histórias que são afinal o verdadeiro fado, por uma ou por outra razão, levaram também a que não gravasse muito, e até cheguei a assinar um contrato com uma discográfica, que não se efetivou”, contou à Lusa por ocasião do lançamento do seu último disco.

A discografia de Pelarigo é diminuta, apesar de se ter estreado como fadista aos 20 anos, no Ribatejo: conta uma participação na antologia “O mais triste fado”, ao lado de nomes como Fernanda Maria, Fernando Maurício e António Mourão, um único álbum, “Negro Xaile”, editado em 1995, e a participação numa outra antologia fadista.