A 9.ª edição do ‘Festival Bons Sons’ realiza-se de 9 a 12 de Agosto na aldeia de Cem Soldos, no concelho de Tomar. “São quatro dias antecedidos de contrações rotineiras que se transformam em suspiros descontraídos a partir do momento em que se fecha a porta do carro, se carrega a mochila às costas, se ouve o encerrar das portas do comboio, se diz até já à rotina, tudo em direção a Cem Soldos”, pode ler-se no comunicado que o ‘Correio do Ribatejo’ teve acesso.

“Em 2018, o amor de verão de milhares de apaixonados pela aldeia e pela música vai ter muitas novidades que prometem surpreender. Mas, mude o que mudar, não muda o céu estrelado, as ruas enfeitadas por sorrisos, a diferença da igualdade e recantos de memórias pintados. Nem o melhor da música portuguesa, banda sonora perfeita para quatro dias de calor e paixões com a qualidade que só o Bons Sons promete e cumpre”, assegura na mesma nota o Sport Clube Operário de Cem Soldos (SCOCS), organizador do festival.

Os “primeiros inquilinos da aldeia cultura”, revelados pela organização em comunicado são os ‘quartoquarto’, vencedores da última edição do Festival Termómetro. O mais recente projeto de João Vidigueira (voz), Luís Lucena (programações, guitarra elétrica, baixo), João Abelaira (teclados/’synths’) e Diogo Sousa (bateria/’sampler’) subirá a um dos palcos da aldeia que todos os anos, durante quatro dias, é fechada e se transforma no recinto do festival que é já uma plataforma de divulgação de música portuguesa.

Ao longo de quatro dias o público é convidado a conhecer projetos emergentes e a reencontrar músicos consagrados em locais como o largo central, a eira, a igreja, garagens e mesmo a algumas casas, que são transformadas em palcos.

Este ano, segundo a organização, “vai haver muitas novidades que prometem surpreender”, mas que “ainda estão a ser ultimadas”, disse hoje à Lusa fonte ligada ao Festival, cujo programa irá sendo “revelado faseadamente, ao longo dos próximos meses”.

Sob o mote “vem viver a aldeia”, o festival parte de um conceito comunitário em que toda a população é envolvida na transformação da localidade num mega recinto festivaleiro, onde os quintais são transformados em restaurantes e os pomares em parques de campismo.

O Bons Sons “é uma experiência única”, em que a aldeia “é fechada e o seu perímetro limita o recinto que acolhe oito palcos, cada um dedicado a uma linha programática, perfeitamente integrados nas suas ruas, praças, largos, igreja e outros equipamentos”, refere a organização.

Promovendo uma relação de proximidade com o público, “são os habitantes que acolhem e servem os visitantes, numa partilha especial entre quem recebe e quem visita” o festival, cuja organização não inclui nem empresas nem câmaras, sendo realizado por voluntários de toda a aldeia.

A par da formação de públicos, o festival “Bons Sons” tem como principal meta o desenvolvimento local através da fixação dos mais jovens e da potenciação da economia local, apostando na sustentabilidade e nas boas práticas ambientais como banir os copos de plástico (substituídos por outros reutilizáveis), para reduzir a pegada ecológica.

Os bilhetes para o festival podem ser adquiridos a partir do dia 1 de Fevereiro, tendo o passe de quatro dias um custo de 30 euros, até 30 abril, de 40 euros, até 31 julho, e de 45 euros, na bilheteira do recinto.

O bilhete diário custará 20 euros, até 31 julho, e 22 euros, na bilheteira do recinto.