O Festival Materiais Diversos 2017 dedicou dez dias à dança, teatro e música contemporâneas, num programa inspirado por “Transações/Transformações” que tiveram o público no centro dos dez espectáculos e das mais de duas dezenas de actividades apresentadas entre os dias 14 e 23 de Setembro em Minde, Alcanena e Cartaxo.

O festival de artes performativas regressa em 2019 para a sua décima edição que passará a ser bienal. No seu novo formato o evento mantém como principais focos a promoção do acesso à criação artística e a descentralização da oferta cultural, ao mesmo tempo que vai permitir reforçar o trabalho que a Associação Materiais Diversos desenvolve de forma regular e ao longo de todo o ano junto das populações das regiões da Lezíria e Vale do Tejo, em particular junto dos mais jovens, mas pensando também nos adultos e público sénior.

Em 10 dias de programação, o Festival Materiais Diversos 2017 apresentou 10 espectáculos, dois em estreia absoluta e um em estreia nacional, e cinco sessões com lotação esgotada. Entre os mais de dois mil espectadores do festival, estiveram colaboradores da fábrica de curtumes Marsipel, bailarinos do Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Pontével, atletas de andebol do Juventude Amizade e Convívio de Alcanena, alunos da Escola O Corpo da Dança de Torres Novas e Alcanena, alunos das EB de Covão do Coelho, Gouxaria, Minde e Serra de St.º António, elementos de outros grupos locais e pessoas que, além de espectadores, protagonizaram múltiplas actividades do evento.

Em 2017, o Festival Materiais Diversos completou a nona edição, com um programa cuidadosamente desenhado em torno do diálogo entre artistas e público, entre palco e plateia, as transacções e transformações que este propicia. “No balanço de nove edições do festival, acreditamos ter contribuído para o bem-estar geral de populações que vivendo fora dos grandes centros culturais têm vontade e direito de aceder ao que de melhor se faz na criação artística contemporânea. Este ano, entre espectadores locais e visitantes, conhecemos muitas caras novas e, neste esforço constante de remapear o circuito artístico nacional, acreditamos também ser possível abrir novos mundos, instigar motivações e apoiar percursos de potenciais talentos e futuros profissionais da cultura”, conclui Elisabete Paiva.

O festival de artes performativas reuniu mais de noventa criadores e peritos portugueses e estrangeiros, apresentou espectáculos de dança, teatro e música, promoveu conversas, encontros e acções de formação, exibiu filmes e consagrou Noites Longas ao convívio, com a parceria do Bons Sons. Além de ser especialmente dedicado aos públicos locais, o festival voltou a ser palco de encontro para artistas, programadores e outros profissionais da cultura que se deslocaram a Minde, Alcanena e ao Cartaxo, para participar e assistir às actividades.

Destaca-se a participação da coreógrafa de origem francesa Emmanuelle Huynh, que orientou Mind(e) My Gap Lab, uma acção de formação alternativa integrada na Comunidade Artística Emergente do Festival Materiais Diversos, que contou com a participação de 12 jovens criadores vindos de vários pontos do país para uma residência intensiva de seis dias, onde tiveram oportunidade de desenvolver, testar e apresentar em contexto profissional as suas propostas de trabalho ou projectos para várias áreas artísticas.