Está a decorrer em Santarém, de 01 a 08 de Outubro, a 13.ª edição do Festival Internacional de Teatro e Artes,

Carlos Oliveira, do “Teatrinho de Santarém”, grupo que iniciou o Festival Internacional de Teatro para a Infância e Juventude (FITIJ) em 1993, espera que esta edição seja “Uma festa!”, a celebração do teatro e das artes em geral, “que sai para a rua e envolve a população, num abraço de cultura e divertimento”.

O que se pode esperar desta edição do FITIJ?

Uma festa! A festa do teatro e das artes em geral. Uma festa que sai para a rua e envolve a população, num abraço de cultura e divertimento. É também a alegria das crianças das escolas de Santarém e do concelho. Pretendemos proporcionar o contacto com novas expressões artísticas, inovadoras e envolventes.

Que expectativas é que a organização tem?

Boas! Esperamos cumprir a missão do Festival nas suas várias vertentes, sensibilizando e conquistando públicos. Igualmente ambicionamos contribuir para a vivificação do Centro Histórico da Cidade. Não menos importante é recebermos bem os participantes no Festival, para que levem de Santarém e das suas gentes uma boa imagem. E voltem um dia…

Como foi desenhada esta edição do festival?

Começou a esboçar-se com um novo “figurino” em 2015, e entendeu-se que o FITIJ poderia (deveria) ser algo mais relevante do que somente a apresentação de espectáculos. Assim se entendeu e assim se faz (ou tenta fazer…). Daí terem sido criadas 7 linhas base do Festival: espectáculos, exposições, formação, arte urbana, flashmobs, criançando e fórum Fitij. Claro que isto é muito diferente de uma “agência de espectáculos”, como há por aí… associando municípios.

Quais são as principais novidades que o FITIJ vai trazer?

O Fitijarte (Fitij na rua), a Scalsonnus (sons da cidade em modo digital), a ida de artistas às escolas da cidade e do concelho, residências artísticas, a música para crianças hospitalizadas, e a descentralização do Festival pelas freguesias e outros municípios.

Que momentos do festival destaca?

Entre várias actividades com muito interesse, refiro a participação de alunas de dança de Santarém no espectáculo da companhia inglesa, a animação musical na APPACDM, o Criançando com oficinas temáticas para escolas, e as iniciativas de
formação em diferentes áreas, que se realizarão em Santarém, Alcanede, e Tojosa. Ah, e também a visita ao Museu Diocesano de Santarém, que possibilitará aos scalabitanos verem Santarém e o Tejo como nunca viram – do cimo da Torre Sineira.

Que leitura faz do panorama cultural da cidade?

É promíscuo! Apesar da qualidade e quantidade, falta-lhe coordenação organizativa. Digamos planeamento estruturado e adaptado às reais circunstâncias locais/ regionais.E também lhe falta “escala”. Outra cidade, com a riqueza cultural de Santarém, promoveria os seus eventos a nível nacional e internacional. Aqui, no FITIJ, há 3 anos que o Sr. Ceia da Silva não nos responde. Será que pensa que a cultura não potencia o turismo e a economia local?!! Enfim… dá Deus nozes a quem não tem dentes!

E do envolvimento dos agentes culturais?

Está melhor! Mais intenso, dinâmico e participativo. O projecto camarário In. Santarém veio dar um “empurrão” à visibilidade do que por cá se faz, a nível individual e colectivo.

Um título para o livro da sua vida?

“Eu e os Outros… Mas mais os outros!”

Viagem?

Minho e Andaluzia.

Sonho?

Continuar a viver espiritualmente depois da morte física.

Música imprescindível?

Jazz cantado e canto gregoriano.

Livro de cabeceira?

Só tenho o despertador e um candeeiro!

Quais os seus hobbies preferidos?

O teatro, a escrita, e a contemplação do horizonte ao pôr-do-sol.

Se pudesse alterar um facto da história qual escolheria?

Eliminaria as guerras, e purificaria o meio ambiente a nível planetário.

Se um dia tivesse de entrar num filme que género preferiria?

Westerns com cowboys e índios (sendo estes a vencer!). Eu seria o GRANDE CHEFE CHONÉ.

O que mais aprecia nas pessoas?

Um sorriso, simplicidade e solidariedade.

O que mais detesta nelas?

O egocentrismo e a vaidade.