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A Juventude Popular (JP) de Santarém, organização de juventude do CDS, está apostada em assumir um papel mais interventivo na política da região. Na passada sexta-feira, dia 3, numa reunião para a escolha de delegados para o Conselho Nacional, aquela estrutura conseguiu eleger quatro representantes, quase tantos como os da lista da comissão política distrital, liderada por José Vasco Matafome, que conseguiu eleger cinco delegados.

Em causa estava a indicação de um total de nove nomes para o Conselho Nacional do CDS, órgão deliberativo fundamental entre Congressos do partido, e que se tem revelado como principal palco de debate político entre direcção e opositores internos.

A eleição de quatro delegados para este órgão, por parte de uma lista alternativa àquela que foi apresentada pela actual direcção distrital, constituiu surpresa e é vista, por alguns militantes, como o resultado do escalar do descontentamento que se vive no seio do partido com a actual liderança e o preâmbulo de uma necessária renovação.

Assim, pela lista A, organizada pelos membros da comissão política distrital, foram eleitos Nuno Ribeiro (Tomar), Pedro Gonçalves (Entroncamento), Filipe Teixeira (Almeirim), Adelino Gomes (Constância) e Martim Borges de Freitas (Ourém).

Pela lista B, organizada pela JP do distrito de Santarém, estão indicados Miguel Santos (Rio Maior), Daniel Santos (Tomar), Beatriz Tiago (Salvaterra de Magos) e João Martins (Tomar).

Fundada em 1974, a Juventude Centrista, mais tarde Juventude Popular, assumiu desde o início a sua função de Organização de Juventude do CDS, tendo-se constituído como Organização Autónoma.

Ao longo destes mais de quarenta anos de história, a Juventude Popular foi capaz de acolher jovens do centro e jovens da direita, reunindo no seu património os valores da democracia-cristã.

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