A empresa de Madrid, gerida por Simón Casas, reuniu com a imprensa espanhola para lhe dar nota de um conjunto de medidas que pretende incrementar na gestão do tauródromo madrileno, com vista à sua optimização, o que terá um impacto  enorme na imagem da própria Festa Brava no país vizinho.

As reportagens originadas pelos interessantes depoimentos do empresário francês foram, naturalmente, muito divulgadas e os seus ecos chegaram ao nosso país, pelo que aqui salientamos alguns aspectos que reputamos de expressiva relevância, e que, se fossem seguidos por cá, muito contribuiriam para a necessária alteração de alguns posicionamentos anquilosados e prejudiciais à credibilização da Festa dos Toiros.

Simón Casas reclama a importância da Praça de “Las Ventas”, afirmando categoricamente que “Todos os modelos artístico- culturais da gestão devem ser modelos de paixão, modelo de afición, seja qual for a actividade. A Tauromaquia não seria nada sem a sua história, sem o seu povo e a sua paixão, e poderia reduzir-se efectivamente a nada se o seu modelo de gestão estivesse apenas assente no passado. Por isso, a primeira praça do mundo deve marcar o futuro, a defesa e a imagem da tauromaquia”.

Mais adiante, Simón Casas, que é assessorado pelo antigo matador Curro Vásquez, anunciou que pretende reforçar a qualidade dos cartéis de Madrid, apostando no período posterior à Feira de Santo Isidro, transferindo a data da Corrida da Beneficência, uma das datas mais importantes do calendário madrileno, para lá da “Izidrada” e propondo-se criar a Corrida da Cultura, assumindo sem tibiezas que a Tauromaquia também é Cultura e Arte.

Contrariando a imagem criada ao longo das últimas décadas, Simón Casas pretende afirmar a Monumental de “Las Ventas” como uma praça de temporada e não apenas a praça da Feira de Santo Isidro, pelo que a programação será melhorada ao nível da composição dos cartéis com as figuras de cada época e com as ganadarias em melhor momento. Os meses de Julho e Agosto continuarão a ser preferencialmente dedicados à promoção de jovens toureiros e a Feira do Outono, que passará a ocupar dois fins-de-semana, valorizará preferencialmente a componente ganadeira, proporcionado o confronto entre as mais importantes divisas espanholas, para fomentar a componente emocional da própria Festa.