A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) está a instalar três torres de videovigilância nos concelhos de Benavente e Coruche, alargando a cobertura de apoio à decisão em caso de incêndios florestais já existente em Almeirim e Chamusca.

Em comunicado, a CIMLT afirma que foi aprovada a candidatura apresentada ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), contribuindo o fundo de coesão com 174.250 euros dos 205.000 euros de investimento total nos equipamentos que começaram a ser instalados no início do mês.

O território abrangido pela CIMLT possuía já três torres de videovigilância, duas no concelho da Chamusca (nas Figueiras e nos Cruzetinhos) e uma no de Almeirim (na Alorna), que transmitem para a sala de operações do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém, situada em Almeirim, permitindo a monitorização das áreas abrangidas 24 horas por dia, afirma a nota.

As torres integram a rede de vigilância e aquisição de dados do sistema integrado de videovigilância para a prevenção de incêndios florestais CICLOPE, que permite o apoio à decisão operacional, acrescenta.

As Torres de Videovigilância de Apoio à Decisão (TVAD) que estão a ser instaladas vão permitir cobrir os municípios do sul da Lezíria do Tejo, “de forma a suprimir as necessidades operacionais existentes” e a ampliar “a cobertura do sistema CICLOPE”, permitindo que “a decisão de mobilização de meios seja mais eficiente, maximizando a rentabilidade de todo o dispositivo”.

O Comandante Distrital (CoDis) de Santarém, Mário Silvestre, disse que as câmaras não fazem a detecção de incêndios, permitindo que, após o alerta de um foco de incêndio, seja monitorizado o desenvolvimento das colunas de fumo e do incêndio.

Os chefes da sala de operações, comandantes “habituados a monitorizar” a evolução dos incêndios, definem então os parâmetros da intervenção a realizar, essencial na decisão sobre os recursos a enviar para o terreno e na melhor gestão dos meios, afirmou.

“São olhos no terreno”, que permitem que os decisores “não fiquem dependentes só da informação prestada por populares”, acrescentou. “Para além da quantidade e tipo de meios a deslocar para o teatro de operações, a capacidade de antecipar as decisões, com base em imagens reais, constitui-se também como um factor crucial para o aumento da segurança de todos os meios humanos afectos à ocorrência, uma vez que permitirá visualizar a propagação do incêndio, possibilitando com a devida antecedência reposicionar em segurança todos os elementos envolvidos nas operações de combate”, afirma a nota da CIMLT.

Mário Silvestre referiu que a instalação da videovigilância privilegiou as zonas onde não está disponível primeira intervenção por meios aéreos, uma vez que os helicópteros existentes “não têm espaço de cobertura em algum território”, e onde os tempos de chegada dos meios de socorro são superiores devido à dimensão das áreas em causa.

Segundo o comandante, as câmaras estão activas ao longo de todo o ano. A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo integra os concelhos de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém (do distrito de Santarém)  e Azambuja (distrito de Lisboa).

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