No próximo Sábado, dia 27 de Janeiro, o Teatro Virgínia, em Torres Novas, acolhe um concerto de Mário Laginha Trio.

“Mário Laginha não é o homem dos sete instrumentos, porque o seu instrumento é o piano, mas o pianista gosta de navegar pelos muitos mundos sonoros que fazem o planeta música”, avança nota enviada ao Correio do Ribatejo.

No trio com quem gravou até agora dois discos, Mário Laginha mantém esse gosto pela mistura, pela diversidade e pelo risco. No caso de “Espaço” (2007), o ponto de partida foram conceitos mais ou menos abstratos relacionados com a arquitectura, que serviram para criar um conjunto de temas com designações próximas da linguagem dos arquitectos e urbanistas – “Tanto espaço”, “Escada”, “Plano”, “Vazio urbano” -, de que resultou um disco imediatamente classificado pela crítica da especialidade como do melhor jazz alguma vez feito entre nós.

No segundo disco do Mário Laginha Trio, “Mongrel” (2010), o pianista levou ainda mais longe o desafio e o risco. O pretexto para o disco, nascido de uma encomenda do São Luiz Teatro Municipal e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, foram obras de Fréderic Chopin, uma empreitada arriscada que Laginha agarrou com uma mistura de respeito pelo grande músico polaco e de liberdade para infringir compassos, tempos e melodias, operando com isso uma transfiguração das obras originais, que passaram a ser temas que se encaixam indiscutivelmente no mundo criativo de Mário Laginha.

Alexandre Frazão é natural de Niteroi, no Brasil, onde estudou no conservatório em 1984. É um músico multifacetado, que se expressa tanto nos vários idiomas jazz, como noutros estilos de música, recorrendo de modo inventivo a vários recursos da bateria. Bernardo Moreira iniciou os seus estudos musicais aos 16 anos de idade, na Academia de Amadores de Música. Toca regularmente em vários clubes de jazz em Portugal e no estrangeiro. Mário Laginha conta com uma carreira que leva já mais de duas décadas e é habitualmente conotado com o mundo do jazz. Tem escrito para formações diversas e tem tocado, em palco ou em estúdio, com músicos excepcionais. Compõe também para cinema e teatro.

O espetáculo tem início às 21h30 e os bilhetes custam 10 euros, sendo aplicáveis descontos. Os bilhetes podem ser adquiridos na bilheteira do Teatro Virgínia ou online em www.bol.pt