Amador Veríssimo nasceu em Coruche em 1888, sendo  lho de Alzira Cândida Ramos Veríssimo, natural da mesma localidade e de Joaquim da Conceição Veríssimo, industrial da cortiça algarvio. Desta união nasceram mais quatro rapazes: Artur, Alfredo, Manuel e Joaquim.

No início do século XX, licenciou-se em Farmácia, na Universidade do Porto. A sua vida profissional iniciou-se numa fábrica de refrigerantes e posteriormente na Companhia de Higiene do Porto, de onde chegou a ser encarregado.

No final da década de 10 do século XX, casou-se com a escalabitana Aurora da Piedade Santos Veríssimo (1886-17/12/1980). Dessa união nasceram quatro filhos, dos quais três atingiram a idade adulta: Fernando Alberto, Maria Celeste e Maria de Lourdes.

A 6 de Abril de 1924, Amador Veríssimo abriu a Farmácia Veríssimo na esquina da rua Guilherme de Azevedo com a rua Capelo e Ivens que vendia um “sortido completo de especialidades farmacêuticas nacionais e estrangeiras” e “essências a peso”. Na farmácia mantinha uma tertúlia onde se reuniam homens com responsabilidades culturais, políticas e associativas na cidade como Lino Dias Valente (1895-1975), João Caldas, Miguel Pitta, Monteiro Peste, Henrique Campos (1909-1984), Joaquim Matta, Jaime Aguiar, Romeu Neves (-1942).

No início da década de 30, era vereador da Câmara Municipal de Santarém, integrando a equipa de Lino Dias Valente que assumiu a presidência até 1934. Amador Veríssimo também contribuiu para o associativismo da cidade quer como membro do Club de Santarém e da delegação do Círculo de Cultura Musical (1948-1950) quer como dirigente da Associação dos Bombeiros Voluntários e da Banda dos Bombeiros num tempo em que os seus executantes, depois de abrilhantarem festividades, desfardavam-se e recolhiam dádivas num pano que transportavam. A sua residência situada no gaveto entre o largo do Seminário e a rua Capelo Ivens sempre esteve aberta às iniciativas que decorriam na cidade de âmbito festivo e/ou religioso.

Uma grave doença atormentou-o ao longo do ano de 1934 conforme se pode verificar pelo agradecimento aos médicos Ramiro Nobre, Malfeito Monteiro e Pedroso da Costa publicado no Correio da Extremadura com especial relevo para o primeiro: “quase restabelecido da grave doença que durante oito meses me levou a abandonar os negócios da minha casa, sinto o dever de patentear publicamente, sem ferir o timbre da modéstia que sempre o caracteriza em todos os seus actos, e muito principalmente quando ao serviço da sua especialidade se esforça pela sua persistência, boa vontade e desinteresse, manifestar ao meu distinto amigo e médico Dr. Ramiro Nobre, o meu alto apreço pelas suas faculdades de trabalho e inteligência”(24/11/1934, p. 5).

No ano seguinte, a sua filha Maria Celeste concluiu o sexto ano de piano do Conservatório Nacional. Amador Veríssimo faleceu em Santarém, a 11 de Março de 1965, com 77 anos, após se encontrar doente, junto dos seus filhos, genro, Manuel Afonso (1917-1971) e nora, Assunção Nunes Basílio Veríssimo.

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Amador Veríssimo, Estúdios Novarte, Santarém, cliché n.º 8599, [s.d.]. Fotografia cedida por D. Maria de Lourdes Veríssimo

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