pastelaria

Fotografi a de Zeferino Silva, 2012.

A pastelaria Veneza foi inaugurada no sábado 11 de Agosto de 1956, pelas dezanove horas, na rua Capelo e Ivens, 155 e pertencia à firma Oliveira & Oliveira. Segundo o Correio do Ribatejo, o salão de chá “funciona em instalações construídas para o fim, de excelente concepção, e apetrechada com tudo o que se torna necessário a bem servir a sua clientela, pondo em evidência quanto cuidado os seus proprietários dispensaram à sua montagem e a preocupação de fazer alguma coisa digna da cidade” (11/8/1956, p. 2). Perante estas características esperava-se que atraísse um escol de clientes para aí passar “algumas horas de convívio” fazendo concorrência às pastelarias Bijou e Abidis.

A “Veneza” oferecia um esmerado serviço de lanches para casamentos e baptizados e entre as suas especialidades encontrava-se o Bolo-Rei que habitualmente oferecia no Natal à redacção e tipografia do Correio do Ribatejo.

Em Maio de 1967, a “Veneza” procurava um “rapaz entre os 14 e os 16 anos para recados” (CR, 6/5/1967, p. 13). Uma década depois da inauguração, os dotes da confeitaria encontravam-se firmados. Em 1968, a firma Oliveira & Oliveira explorava a pastelaria Veneza e a confeitaria Scalabis, situada no beco dos Cortezes, 6, 1.º andar e era “o maior fabricante de especialidades regionais” (CR, 21/12/1968, p. 25), especializando-se no fabrico de amêndoas e marmelada. Lanches, banquetes e Portos de Honra eram serviços que a pastelaria Veneza disponibilizava.

A afamada pastelaria sobreviveu aos novos tempos vendo morrer velhas rivais como a Eureka e a Abidis, mas também o seu tempo acabou ao encerrar em 2016.

recorte

CR, 22/12/1956, p. 24.

Teresa Lopes Moreira

 

Download PDF