O movimento de cidadãos Mais Santarém apelou à criação de “uma vaga de fundo”, para as autárquicas de 2017, em torno de uma “figura do concelho” que seja “isenta de conotações com qualquer partido ou organização política instituída”.

O Mais Santarém, que tem um eleito na Assembleia Municipal, Armando Rosa, quer uma candidatura apoiada “pelo maior leque ideológico possível”, no qual espera poder contar com o Partido Socialista.

Armando Rosa e Francisco Mendes apresentaram quarta-feira o resultado de uma “realista reflexão interna de alguns meses”, de inconformismo “com a estagnação e com a deprimente realidade a que chegou o concelho e em especial a cidade” sob a gestão do executivo social-democrata, e de necessidade de criar “uma alternativa ganhadora”, que reúna o apoio do “maior número possível de forças políticas e cívicas”.

O movimento manteve já um primeiro contacto com o PS, “dado que este é o partido imprescindível para que esta proposta seja ganhadora”.

Para os responsáveis do movimento, o facto de o presidente da concelhia socialista, Rui Barreiro, ter sido já indicado pelo secretariado como candidato à presidência da Câmara não inviabiliza um acordo, uma vez que terá que ser ainda confirmado pela Comissão Política concelhia.

“Como este órgão é presidido pelo próprio putativo candidato Rui Barreiro, acreditamos que o bom senso imperará e que será ele mesmo, numa atitude desinteressada, a propor que seja aprovada esta nossa proposta”, afirmaram.

O movimento propõe o apoio a “uma figura consensual, com provas dadas no concelho, reconhecida intelectual e profissionalmente e, se possível, com alguma experiência de intervenção política e/ou cidadã”, em torno de “um programa sério, realista e exequível, que seja uma alternativa ganhadora para o concelho”, já que não encontra “nas áreas partidárias da oposição camarária alguém com carisma, perfil e capacidade” para “evitar que as actuais políticas se mantenham”.

Para o Mais Santarém, a actual gestão social-democrata do município “tem sido uma navegação à vista, casuística, errática e conjuntural, sem estratégia, sem projectos estruturantes, sem apostas sustentadas de desenvolvimento económico, sem aproveitamento das potencialidades turísticas e culturais, sem medidas de fixação das populações, muito mais preocupada com a sem dúvida também importante redução da dívida do que com o desenvolvimento do concelho e bem-estar dos munícipes”.

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