A principal praça de toiros do nosso país é, sem margem para quaisquer dúvidas, a do Campo Pequeno, que nesta temporada celebrará cento e vinte cinco anos sobre a data da sua inauguração, ocorrida no dia 18 de Agosto de 1892.

Sob o lema “Nós fazemos história – Tradição, Cultura e Emoção”, a empresa gestora deste prestigiado tauródromo já anunciou os seus propósitos de construir um calendário tauromáquico ao nível da efeméride, esperando-se a presença em Lisboa de alguns dos mais consagrados toureiros da actualidade a nível mundial, os quais muito contribuirão, decerto, para a consagração desta encantadora praça de toiros e para a afirmação do espectáculo taurino de qualidade como motor da sua projecção, contrariando, assim, os ventos da desgraça que sempre sopram em qualquer circunstância menos favorável.

Como é vulgar dizer-se no seio dos aficionados, os anti-taurinos até são o mal menor da nossa tauromaquia, pois, todos sabemos como nos devemos defender quando somos atacados frontalmente, pior é quando são os que consideramos como aliados e que, por inépcia, por desmedida ambição ou lamentável incompetência, deitam tudo a perder.

A direcção taurina do Campo Pequeno é credora do nosso respeito e admiração, pois, em regra, tem agido com competência, mau grado alguns erros de pormenor, de que, aliás, ninguém está isento, por isso confiamos na sua capacidade e determinação para a elaboração de um Abono de grande nível artístico, onde pontifiquem as figuras que se impõe que pisem a arena lisboeta nesta temporada em cartéis fortes e, desejavelmente, bem rematados.

Pela nossa parte, como sempre, cá estaremos disponíveis para contribuir com a nossa modesta colaboração, sem quaisquer contrapartidas, como é nosso hábito.