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Está a decorrer hoje, na sede do Correio do Ribatejo, em Santarém, a Tertúlia ‘Associativismo e o Correio do Ribatejo’, a cargo de Teresa Lopes Moreira, investigadora integrada do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humana da Universidade Nova de Lisboa e doutorada em História Contemporânea com a dissertação “Todos têm direito à cultura, a dinâmica cultural da cidade de Santarém (1930-1959)”.

Conhecer esse passado mas projectar o associativismo na cidade são objectivos deste encontro que serve, também, para homenagear “os homens e mulheres que fazem das associações as suas segundas casas”, segundo referiu João Paulo Narciso, director do Correio do Ribatejo.

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“O jornal sempre apoiou a vida associativa da região, que possui uma história riquíssima a este nível”, referiu ainda.

Para Teresa Lopes Moreira, “a cidade, sem este movimento, seria muito mais pobre”.

O associativismo desenvolveu-se em Portugal no final da segunda metade do século XIX, motor de um republicanismo em crescente e do operariado em ascensão enquanto grupo social urbano. De entre esse operariado contava-se os tipógrafos como João Arruda e José Avelino de Sousa que construíram as suas tipografias, criaram os seus jornais ao mesmo tempo que contribuíram para a vida associativa da sua cidade. Muitas das colectividades extinguiram- se, perdendo-se no tempo a sua memória e no espaço os seus arquivos.