O percurso da vida associativa de Santarém é indissociável das fontes jornalísticas como é o caso do Correio da Extremadura e do Correio do Ribatejo ao longo dos seus 125 anos. Conhecer esse passado mas projectar o associativismo na cidade são objectivos da tertúlia que vai decorrer na sede do Jornal Correio do Ribatejo, amanhã, sábado, 11 de Março, pelas 16 horas.

A intervenção ficará a cargo de Teresa Lopes Moreira, investigadora integrada do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humana da Universidade Nova de Lisboa e doutorada em História Contemporânea com a dissertação “Todos têm direito à cultura, a dinâmica cultural da cidade de Santarém (1930-1959)”.

Na tertúlia estarão presentes dirigentes do Círculo Cultural Scalabitano, Sociedade Recreativa Operária, Grupo de Futebol os Empregados no Comércio, Cineclube de Santarém, Centro Cultural Regional de Santarém, Associação Académica de Santarém, União de Santarém, Associação de Futebol de Santarém e Federação das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto de Santarém que abordarão os projectos em curso assim como os novos desafios ligados ao associativismo sem esquecer a preservação da memória.

O associativismo desenvolveu-se em Portugal no final da segunda metade do século XIX, motor de um republicanismo em crescente e do operariado em ascensão enquanto grupo social urbano. De entre esse operariado contava-se os tipógrafos como João Arruda e José Avelino de Sousa que construíram as suas tipografias, criaram os seus jornais ao mesmo tempo que contribuíram para a vida associativa da sua cidade. Muitas das colectividades extinguiram- se, perdendo-se no tempo a sua memória e no espaço os seus arquivos.