BRINDE ALPIARÇA

O Correio do Ribatejo inaugurou esta quinta-feira, ao final da tarde, no átrio do edifício da Câmara Municipal de Alpiarça, a exposição itinerante que assinala a passagem do 125.º Aniversário deste Jornal.

Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Mário Pereira, reconheceu no Correio do Ribatejo “um importante repositório da história de cada um dos concelhos desta região” e “um elemento inultrapassável para quem procura estudar a história local”.

Perante o presidente da Assembleia Municipal de Alpiarça, vereadores, a presidente da Junta de Freguesia local e funcionários da Autarquia, Mário Pereira disse acreditar que “as gentes de Alpiarça continuarão a ver no Correio do Ribatejo uma fonte de pesquisa para construir a memória que irá certamente perdurar no futuro”.

“Estaremos sempre à vossa disposição no estabelecimento de parcerias, no contacto necessário de quem trabalha no terreno e a imprensa que tem hoje um papel fundamental na divulgação daquilo que de melhor, e às vezes daquilo que de mal acontece nos nossos territórios”, observou.

João Paulo Narciso, director do Correio do Ribatejo, abriu a sessão entregando a Mário Pereira um exemplar desta semana do nosso Jornal, num gesto que procurou demonstrar a proximidade entre as duas instituições, tal como a exposição agora inaugurada que visa “dar maior visibilidade ao Jornal, recuperando, de certa forma, o seu estatuto de publicação regional de referência em todos os concelhos do distrito de Santarém”.

“Este projecto tem um grande mérito que é o facto de, ao longo de 125 anos, nunca ter falhado uma semana na sua publicação e de ter tido, por força do seu critério editorial ao longo dos tempos (e que se tem mantido), de estar sempre presente nos momentos mais importantes de cada terra”, salientou Ludgero Mendes, Administrador deste Jornal.

“Quem folheia o jornal encontra muitas marcas da história local”, numa publicação que “teve sempre o propósito de fazer história”, sublinhou.

Para o responsável, o Jornal é uma “peça indispensável para quem quiser fazer o estudo dos concelhos desta região” e Alpiarça “foi sempre uma das terras sempre anunciadas neste jornal”. De entre os inúmeros eventos importantes que foram notícia, Ludgero Mendes deu o exemplo do da Alpiagra, do ciclismo e de um dos seus principais intérpretes: Lima Fernandes, “um dos grandes ciclistas portugueses a quem o Correio do Ribatejo deu merecido destaque, bem como à actividade de “Os Águias” de Alpiarça”, lembrou.

“Hoje o que fazemos não é mais do que cumprir o desiderato dos fundadores deste jornal”, disse, “caso raro na imprensa portuguesa, com apenas quatro directores em 125 anos de actividade”.

Ludgero Mendes informou ainda a intenção de preservar sempre a edição em papel, formato que, para a direcção do Correio do Ribatejo, “terá sempre futuro”.

“Somos sensíveis às novas opções dos nossos leitores e, por isso, aderimos às novas tecnologias da informação, mas procuraremos sempre servir os nossos leitores mais conservadores na sua opção de não prescindirem do papel”, observou.

Ludgero Mendes recordou ainda António Flôr da Silva “antigo colaborador do Jornal” e “grande embaixador de Alpiarça”.

A exposição agora inaugurada tem expostos documentos que atestam o relacionamento de longa data entre o Jornal e os agentes económicos e sociais de Alpiarça, bem como zincogravuras de Alpiarça, nomeadamente, da Casa Museu dos Patudos e imagens panorâmicas da vila”, concluiu.

O Correio do Ribatejo, fundado em 1891 por João Arruda, assinala a 9 de Abril próximo 126 anos. Atravessou três séculos de história mas, hoje, continua “apaixonado pela sua terra”, conclui João Paulo Narciso, director da publicação.

A itinerância desta mostra iniciou-se em Alcanena tendo percorrido, de seguida, os concelhos de Ferreira do Zêzere, Ourém, Abrantes, Sardoal, Mação, Constância, Rio Maior, Cartaxo, Entroncamento, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos, Tomar e Almeirim.

A exposição é composta por cinco rollup’s, painéis que retratam edições antigas deste Jornal, alguns deles ainda do tempo do ‘Correio da Extremadura’, e alguns objectos pertencentes ao seu espólio que revelam momentos fulcrais da história da publicação, que se cruza, de forma indelével, com a história da região.

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