Buryátia, Colômbia, Espanha, Itália e México são os países estrangeiros que estarão representados no 58º Festival “Celestino Graça” que desde ontem já “dança” em Santarém. Estes, partilharão os palcos escalabitanos com os ranchos folclóricos portugueses em representação de diversas regiões etnográficas, nomeadamente, e para além dos grupos organizadores – Grupo Infantil de Dança Regional e Grupo Académico de Danças Ribatejanas -, o Grupo de Danças e Cantares de S. João da Ribeira, Grupo Regional de Moreira da Maia, Rancho Típico de Amorosa – Leça da Palmeira, Rancho Folclórico e Etnográfico “Os Amigos de Montenegro” (Faro), e Associação Etnográfica “Gentes de Almeirim”.

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Ontem decorreu o jantar de boas vindas aos agrupamentos estrangeiros presentes no Festival, que incluiu troca de presentes entre os grupos, muita alegria e dança, no salão da Casa do Campino.

Ateliês de dança estão a decorrer na manhã desta quinta-feira no centro histórico de Santarém e no W Shopping.

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Esta tarde, pelas 15h00, terá lugar a tradicional homenagem ao saudoso Fundador do Festival, Celestino Graça e filha, Graça Maria da Graça, junto ao busto do mentor do festival, seguindo-se a Gala “Abraçar Gerações”, dedicada às crianças e idosos do concelho.

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À noite, pelas 21h30, os grupos apresentam-se pela primeira vez ao publico no espectáculo In.Santarém, no Largo do Seminário.

Até domingo, na Casa do Campino, Gastronomia nas Tasquinhas, Fado de Lisboa e de Coimbra, Exposições-venda de Artesanato, Jogos Tradicionais, animação musical nos claustros, largada de vacas na Praça de Touros e colóquio sobre os países participantes são algumas das actividades que integram o vasto e diversificado programa geral do Festival.

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O Festival “Celestino Graça” – Santarém é organizado pela Liga dos Amigos do Festival “Celestino Graça” e pelo Grupo Académico de Danças Ribatejanas, agrupamento folclórico fundado por Celestino Graça no ano de 1956 e que desde então é um dos principais embaixadores culturais da cidade de Santarém, do Ribatejo e do próprio País, tendo efectuado mais de cinquenta digressões por toda a Europa, por Angola, pelo Brasil, em Israel e nos Estados Unidos da América, percorrendo mais de vinte cinco países.

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A Comissão Executiva do Festival Internacional de Folclore é, por inerência, a Direcção do Grupo Académico de Danças Ribatejanas, de Santarém, sendo apoiada por um significativo número de colaboradores voluntários que se responsabilizam pela execução e acompanhamento de todos os aspectos logísticos relacionados com a complexidade desta iniciativa.

A Câmara Municipal de Santarém assume, a partir desta edição do Festival “Celestino Graça”, uma parceria de co-organização com o Grupo Académico.

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Os custos com a organização do Festival “Celestino Graça”, segundo os promotores do evento, “excedem os 30.000 euros”.

A partir da presente edição as entradas no Festival “Celestino Graça” passam a ser pagas, ainda que “a preços meramente simbólicos”, o que segundo os organizadores, “poderá salvaguardar a sua sobrevivência no futuro”.

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O alojamento constituiu sempre uma das principais preocupações da Comissão Executiva do Festival, pernoitando os grupos estrangeiros  no Instituto Politécnico de Santarém e na Estação Zootécnica Nacional.

Durante os sete dias em que os grupos estrangeiros participantes no Festival estão em Santarém são servidas mais de três mil refeições, com a colaboração de uma vasta equipa de voluntários.

Um Festival com memória

Longe vai já o ano de 1959 quando, no âmbito da Feira do Ribatejo, se promoveu a primeira edição do Festival Internacional de Folclore de Santarém, que desde há vinte e três anos ostenta o nome do seu fundador, Celestino Graça, em preito de justo reconhecimento e de devida homenagem.

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Ao longo das anteriores cinquenta e sete edições já participaram neste certame mais de cinquenta países, de todos os continentes.

Apenas nos anos de 1976 e de 1994, a cidade de Santarém não acolheu este certame sócio-cultural, o qual tem constituído um dos expoentes máximos do calendário de eventos da cidade, pela animação que estimula, pela juventude que irradia e pela arte que oferece.

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A edição deste ano consolidará um novo ciclo na vida do Festival, iniciado com o seu regresso ao chão sagrado que o viu nascer – o Campo Infante da Câmara e à Casa do Campino, espaço de grande valor simbólico onde quase todos os momentos da programação do Festival ocorrem.