Carlos Alberto Teles, 66 anos, natural de Santarém, empresário agrícola, com um passado ligado às artes gráficas, candidata-se pelo Partido Nacional Renovador (PNR) à Câmara de Santarém, nas eleições Autárquicas de 1 de Outubro, empenhado “no combate ao despesismo e à corrupção que lhe está associada”.

Recusa-se a receber refugiados muçulmanos, mas diz-se disposto a “abrir uma excepção” no que diz respeito aos cristãos: “esses sim, os verdadeiros refugiados, que têm sido alvo de perseguições, torturas e assassínios nos países de maioria muçulmana”, alega.

Defendendo os eixos prioritários “família” e “economia local”, o candidato quer que a autarquia devolva o IRS “às famílias com mais de dois fi lhos” e a redução do IMI “até ao limite do legalmente possível”.

O alargamento do centro de inovação empresarial, a criação de um parque tecnológico ligado ao sector da bio-tecnologia agrícola, de uma empresa municipal para os resíduos sólidos, a manutenção da ‘Águas de Santarém’, a edificação de um centro de saúde no antigo campo da Feira e a criação de um “táxi-social” para pessoas de baixos rendimentos, são outras das propostas do PNR. Carlos Teles defende ainda, como prioridade, a estabilização das barreiras, cuja responsabilidade, segundo o próprio, “sempre pertenceu à câmara”, a recuperação da natalidade no concelho e a criação de um parque de diversões que “permita atrair e servir o público de todo o distrito”.

“O que tem faltado a Santarém é a capacidade de iniciativa dos executivos municipais anteriores para captarem empresas e investimento no concelho com as excelentes condições que existem”, conclui.

Os últimos oito anos mudaram a relação da Câmara Municipal com os seus munícipes. Para uns, para melhor, mas para outros, para pior. Que balanço faz dessas alterações e o que mudaria se vencesse as próximas eleições autárquicas?

Do ponto de vista do PNR – Partido Nacional Renovador, os últimos oito anos não trouxeram alterações ou benefícios substanciais no que diz respeito à relação da câmara com os seus munícipes. Quem resida em Alfange ou na Ribeira de Santarém continua a sentir as mesmas dificuldades para aceder aos serviços camarários e outros serviços públicos que tinha há oito anos ou até há doze anos. Com a agravante de que uma parte substancial dos residentes nestes bairros são pessoas idosas, com mobilidade reduzida.

A proposta do PNR para alterar este quadro de dificuldades na relação dos munícipes com a câmara passa pela criação de um serviço móvel que se desloque às zonas mais distantes do concelho ou mais desprovidas de transportes, em dias fixos da semana, para suprir as necessidades destes cidadãos relativamente aos serviços camarários, sem deslocações morosas e custos elevados.

Quais os aspectos ideológicos que, em seu entender, diferenciam a sua candidatura das restantes que levem o eleitorado a dar-lhe a confiança do seu voto?

A ideologia do Nacionalismo Renovador passa fundamentalmente por defender Portugal e os portugueses.

Essa defesa começa nas autarquias, na maior proximidade aos cidadãos, no empenho em resolver os problemas de carácter público, no combate ao despesismo e à corrupção que lhe está associada, ao serviço de grupos de interesses que vivem e enriquecem à custa do erário público, para que tenhamos todos uma vida melhor e mais segura.

Para isso, não aceitaremos refugiados muçulmanos. Estaremos dispostos a abrir excepções no que diz respeito aos cristãos, esses sim, os verdadeiros refugiados, que têm sido alvo de perseguições, torturas e assassínios nos países de maioria muçulmana.

Que eixos estruturantes pretendem desenvolver no concelho?

Os dois eixos estruturantes da nossa candidatura, e que se encontram interligados, são a Família e a Economia local. Estimular a natalidade e a fixação das famílias na cidade implica um conjunto integrado de medidas relacionadas com a oferta de serviços prestados pela autarquia, pela criação de benefícios fiscais e também pelo aumento da oferta de emprego qualificado, que crie oportunidades para os jovens que terminam a sua formação técnica ou superior.

Relativamente à fiscalidade, e inserido no eixo “Família”, consideramos fundamental a devolução pela autarquia do valor variável do IRS às famílias com mais de dois filhos. Também neste eixo, defendemos a redução do IMI até ao limite legalmente possível, para primeira habitação própria, uma vez que consideramos que a habitação é um direito constitucionalmente consagrado (artigo 65º) e, do nosso ponto de vista, não é admissível que sejam cobrados impostos sobre um direito. Relativamente ao eixo “Economia”, parece-nos fundamental o desenvolvimento e aprofundamento do projecto do actual Centro de Inovação Empresarial de Santarém, na antiga escola prática de cavalaria, com a criação de um parque tecnológico que seja atractivo para novas empresas, nomeadamente do sector da bio-tecnologia agrícola. Para esse fim, tencionamos duplicar a capacidade do centro existente, dando-lhe uma dimensão mais relevante na Economia da cidade.

Quais as medidas que propõe para equilibrar as contas da Câmara no médio e longo prazo? Dada a actual conjuntura haverá margem para investimentos nos próximos anos? Como pensa proceder?

Só quando nos inteirarmos da real situação das contas camarárias é que estaremos em condições para definir, de forma mais concreta e calendarizada, as medidas que serão necessárias para, nomeadamente, reduzir o enorme passivo acumulado pelos anteriores executivos municipais. Como diz o povo, “só quem está dentro do convento é que sabe o que vai lá dentro”. Ainda assim, existem medidas que nos parecem passíveis de contribuir para a redução das despesas correntes e, dessa forma, promover a redução progressiva do passivo camarário.

Para poupar é, muitas vezes, necessário investir. Uma das medidas que temos em mente passa pela substituição progressiva das lâmpadas de iluminação pública por lâmpadas led, com uma poupança substancial numa rúbrica que tem um peso considerável na despesa do município.

Também tencionamos utilizar sistemas de painéis solares nos edifícios municipais que o justifiquem. Outra medida que consideramos importante é proceder à substituição do parque automóvel da câmara por veículos eléctricos, à medida que este for sendo substituído, reduzindo desta forma as despesas correntes com combustíveis e as emissões de CO2.

Um dos cenários que mudou nos últimos anos foi a privatização de serviços autárquicos que agora são prestados por empresas municipais. Defende a continuação da empresa Águas Santarém ou a passagem para a Águas do Ribatejo? E sobre a Empresa Viver Santarém, concorda com a diversidade de actividades que a compõem?

Somos completamente a favor da manutenção da empresa Águas de Santarém E.M.. Defendemos que a água é um bem público e deve ser gerido como tal. Relativamente à empresa Viver Santarém, consideramos que tem funcionado bem e não deve, por esse motivo, ver o seu âmbito reduzido.

A reforma que levou à criação das uniões de freguesias no Concelho continua a ser um processo criticado por muitos. Qual o modelo de funcionamento das novas freguesias que preconiza, sabendo que no caso da União de Freguesias da Cidade esta representa quase metade do eleitorado?

Consideramos que a reforma e criação das Uniões de Freguesias permitiu uma redução dos gastos e uma gestão mais eficiente dos recursos. Para além disso, é um facto consumado. Quanto ao modelo de funcionamento destas, terá que ser diferenciado quer se trate de uma freguesia rural ou urbana uma vez que são realidades diferentes. No entanto, do nosso ponto de vista, o modelo actual tem funcionado e quaisquer alterações que venham a ser introduzidas devem ser estudadas em conjunto com os responsáveis de cada freguesia, nomeadamente no que diz respeito à transferência ou partilha de responsabilidades e recursos e para que seja possível responder a necessidades emergentes.

A título de exemplo, gostaríamos de criar, em parceria com as juntas de freguesia e as empresas de serviço de táxis, um programa de “Táxi social” para deslocações específicas de pessoas reformadas e de baixos rendimentos.

Da história conhecida sobre a mudança da linha do Norte da Ribeira de Santarém houve um projecto bem encaminhado para conseguir esse objectivo e criar uma plataforma logística regional que acabou por não vingar. Passados tantos anos pensa que seria importante recuperar este projecto? Que tarefas devem ser levadas a cabo para que a ligação da cidade à zona ribeirinha se torne mais efectiva?

Consideramos que, do ponto de vista técnico, não é à Câmara Municipal que cabe a tarefa de estudar e definir o melhor percurso para a linha do Norte. Existem considerações de ordem técnica e de características do terreno que não dominamos e que cabem aos técnicos da Refer.

Do ponto de vista estritamente político, consideramos que é útil a manutenção do actual traçado uma vez que pretendemos desenvolver o potencial turístico da Ribeira de Santarém e Alfange, como forma de recuperar o parque edificado e aumentar o peso económico do sector do turismo no Concelho.

Relativamente à plataforma logística ferroviária, consideramos que o interesse nacional deve prevalecer e a mesma deve manter-se no Entroncamento, onde já existe. Como já foi referido anteriormente, pretendemos promover um aproveitamento turístico para aquela zona. Consideramos que a ligação da cidade à sua zona ribeirinha tem sido bem trabalhada, com a organização de eventos culturais e desportivos, e que não devemos incrementar muito mais a utilização daquele espaço por motivos ambientais.

Que comentário lhe merece a prolongada interdição ao trânsito da Estrada Nacional 114, entre o planalto e a ponte D. Luís?

Há muitos anos que esta via está interdita e parece não ter havido qualquer avanço. Lamentavelmente, só agora, em ano de eleições, a câmara parece ter “acordado” e procurado resolver o problema.

Quando formos eleitos será uma prioridade conseguir a estabilização daquelas barreiras, cuja responsabilidade, do nosso ponto de vista, sempre pertenceu à câmara. Se tivesse havido interesse em resolver o problema mais cedo, minimizando o transtorno causado aos munícipes, teria sido uma opção responsável pedir a colaboração ao LNEC, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, para encontrar as soluções técnicas mais adequadas e será esta a nossa opção quando formos eleitos, se nos derem essa oportunidade.

Há muitas queixas pela falta de um lobby concelhio que defenda uma estratégia para os interesses regionais junto das instâncias do governo nacional. Veria com bons olhos uma convergência de interesses, suprapartidária, para o concelho e para a região? Como?

Por princípio somos contra a existência de lóbis que defendam interesses particulares, sejam estes de índole regional, sectorial ou outro. Não obstante, e uma vez que esteja salvaguardado o interesse nacional, entendemos que pode ser positiva a colaboração com os municípios limítrofes em temas de interesse regional, e também com outras forças partidárias que também estejam interessadas no bem comum, nomeadamente questões ambientais, como sejam a prevenção de incêndios ou a redução da poluição fluvial que afecta todos os municípios banhados pelo rio Tejo.

Ultimamente veio a público a falta de condições no concelho, de que Santarém é capital de Distrito, para a instalação de novas empresas, que assim se deslocaram para concelhos vizinhos. Quais as propostas da sua candidatura para evitar estas situações e que propostas para implementar o desenvolvimento económico e o emprego na área do concelho?

Não consideramos que haja propriamente falta de condições no concelho. A nível de mão-de-obra, Santarém tem várias instituições de ensino técnico e superior, como o Instituto Politécnico de Santarém, o ISLA, a Escola Superior de Enfermagem, o CENFIM e o IEFP que lançam todos os anos no mercado mão-de-obra altamente qualificada. Acreditamos que a constituição de um parque tecnológico dedicado à incubação de empresas, nomeadamente do sector da biotecnologia agrícola e alimentar, poderia criar oportunidades de fixação para os jovens que terminam a sua formação e que, tendo ofertas de emprego qualificado, poderiam beneficiar da qualidade de vida proporcionada pelo nosso concelho e será esta a nossa aposta para promover o desenvolvimento económico e o valor agrícola ímpar do distrito de Santarém.

A nível de infra-estruturas, também nos parece que as existentes são suficientes e adequadas. Porventura, haverá algumas situações a corrigir, nomeadamente a situação da EN 362 que já merecia uma via rápida alternativa, devendo um futuro executivo municipal por nós liderado pressionar a “Infraestruturas de Portugal” nesse sentido. Existem também parques industriais em Santarém com qualidade e bons acessos e que se encontram sub-aproveitados. O que tem faltado a Santarém é a capacidade de iniciativa dos executivos municipais anteriores para captarem empresas e investimento no concelho com as excelentes condições que existem.

Que equipamentos entende serem necessários para o desenvolvimento mais equilibrado das freguesias do concelho, quais são os mais urgentes e onde os implantar?

Como já referimos numa resposta anterior, um dos eixos que consideramos fundamental para o para o Futuro de Santarém é a recuperação da natalidade e a melhoria das condições para a fixação de casais jovens no concelho, com um conjunto integrado de iniciativas e medidas para esse efeito. Nesse sentido, acreditamos que as necessidades mais prementes, ao nível dos equipamentos, passam pelo aumento da oferta de creches e jardins de infância.

Este é um problema grave para muitas famílias para as quais o custo do acesso a estes serviços é incomportável e as impede de terem os filhos que desejariam. Paralelamente, existe um outro conjunto de equipamentos que consideramos que tem que ser analisado e que são os centros de dia, estudando a futura localização de uns e outros em parceria com as respectivas juntas de freguesia para adequar a oferta destes equipamentos às necessidades reais. Um equipamento de lazer que entendemos que faz falta à cidade de Santarém é um parque de diversões (Feira Popular) com uma dimensão que permita atrair e servir o público de todo o distrito. Consideramos que este tipo de equipamento, para além de contribuir para a melhoria da oferta de lazer e, nesse sentido, ser também atractivo para as famílias do concelho, pode ter também uma importância económica, com a criação e manutenção de emprego durante a maior parte do ano. A localização deste novo equipamento terá que ser estudada no sentido de que o mesmo não tenha impacto nas zonas residenciais existentes.

A recolha de resíduos sólidos tem variado entre a prestação do serviço pela autarquia ou por empresas privadas. Qual a sua proposta para este campo, que evite, nomeadamente, que os caixotes de lixo estejam por despejar durante muitos dias?

Somos a favor do aumento da capacidade de recolha de resíduos sólidos por parte da autarquia. Essa seria a nossa primeira opção. Sabemos, no entanto, das contingências que existem para a admissão de pessoal. Por esse motivo, tal como as Águas de Santarém são uma Empresa Municipal, num modelo que tem funcionado de forma eficiente, consideramos que a solução para os resíduos sólidos passa pela criação de uma Empresa Municipal para fazer face à impossibilidade de contratação de mais recursos humanos que nos parecem, hoje, manifestamente insuficientes. Acreditamos que, desta forma, vai ser possível reforçar a capacidade e garantir os níveis de serviço desejados pelas populações.

Com a diversidade de ocupações e a intenção de novos projectos conhecidos para implantar na ex-Escola Prática de Cavalaria, deverá ser feito um plano de pormenor para aquele espaço? Porquê?

Do nosso ponto de vista deve ser feito um plano de pormenor para aquele espaço, não esquecendo que no mesmo existe também um parque habitacional que pode e deve ser requalificado e até ampliado, no número de habitações, podendo estas ser posteriormente introduzidas no mercado de arrendamento, trazendo desta forma mais habitantes e vida para aquela zona e para a cidade. Quanto
aos projectos a desenvolver, e como já referimos anteriormente, a prioridade passa por duplicar a área dedicada à incubação de empresas tecnológicas, com enfoque no sector da bio-tecnologia agrícola e alimentar. Todos os futuros projectos que surjam para aquele espaço e que demonstrem ser viáveis, devem estar subordinados a esta prioridade.

Que futuro preconiza para o antigo campo da feira? A Câmara deve apoiar uma urbanização desportiva, como a que propõe a actual direcção da União Desportiva de Santarém, ou destinar o espaço para outros equipamentos públicos, jardim, ou hotel por exemplo?

Para o espaço do antigo campo da feira, propomos que ali se localize um novo centro de saúde, que permita substituir o de São Bento, que se localiza longe do centro e tem dimensões que serão reduzidas e insuficientes para as necessidades da população num futuro próximo.

No mesmo espaço irá surgir, em complemento ao centro de saúde, um parque de estacionamento, uma zona ajardinada e, inserido nesta, um parque infantil. Relativamente à possibilidade levantada de reservar aquele espaço para um hotel, pensamos que a oferta hoteleira existente é insuficiente e seria viável realizar novos investimentos nesta área.

Parece-nos, no entanto, que compete aos grupos hoteleiros interessados, e não inteiramente à câmara, apresentarem propostas de investimento concretas e as localizações pretendidas para que possam ser avaliadas tendo em conta o interesse comum. Temos a intenção, como já foi referido, de desenvolver o potencial turístico da zona histórica de Santarém e de reabilitar o parque edificado, utilizando a oferta de alojamento local para esse efeito.

Há um grande incremento de novas associações a necessitar de espaço. Elas estarão na ex-EPC e foi anunciado o antigo centro comercial ‘Escala 4’, no Centro Histórico. Que tipo de apoio deve ser garantido pela Câmara neste domínio?

Como já foi focado anteriormente, a câmara tem um passivo acumulado pelos anteriores executivos que condiciona a acção futura. Por outras palavras: existem restrições e constrangimentos orçamentais que são incontornáveis.

Ainda assim, dentro das possibilidades e da disponibilidade da câmara, estamos dispostos a ceder espaços, com rendas comportáveis, a associações que sejam representativas e que desenvolvam actividades consideradas relevantes.

Quais as linhas de acção que entende necessárias para que haja mais pessoas a residir no Centro Histórico de Santarém e mais negócios duradoiros?

Faz parte do nosso programa a recuperação do centro histórico, abrangendo este, também, a Ribeira de Santarém e Alfange. Para esse fim, vamos envolver os proprietários no sentido de procederem, com apoio da câmara, à recuperação das fachadas e interiores dos edifícios.

Contrariamente ao que se passa noutros destinos turísticos, não existe excesso de Alojamento Local em Santarém, pelo que estimular esta actividade pode ser uma fórmula para permitir realizar
os investimentos necessários à recuperação dos edifícios mantendo, naturalmente, uma percentagem de espaços para habitação permanente que possam regressar ao mercado de arrendamento.

Em termos turísticos Santarém passou a estar sob a alçada da Entidade de Turismo do Alentejo. Sendo esta condição uma certeza, que medidas propõe para o desenvolvimento turístico do concelho, incluindo no sector da gastronomia, e quais as propostas para investir no mercado religioso, nomeadamente na divulgação externa do Santuário do Milagre?

A cidade de Santarém, que é considerada (ainda) a capital do gótico em Portugal, tem vindo a perder a sua importância devido à incúria e falta de iniciativa dos anteriores executivos municipais. Basta ver o estado de abandono em que se encontram edifícios históricos como a Igreja de São João de Alporão, a primeira Igreja cristã a ser edificada em Santarém após a conquista aos mouros e onde podemos observar o avançado estado de degradação que inclui o crescimento de ervas e fetos nas paredes e telhados, tal como noutras Igrejas e monumentos históricos. Será possível falar em aposta no turismo quando se deixa património histórico, com este imenso valor, ao abandono? Temos consciência que, em termos de promoção do turismo, são vários os organismos que é necessário envolver e que não cabe só à câmara este importante trabalho, mas há coisas que só a câmara pode fazer, e recuperar os edifícios históricos que se encontram sob a sua alçada é, incontornavelmente, algo que só à câmara compete fazer, particularmente quando um dos temas centrais é a arquitectura gótica e quando a vertente de turismo religioso lhe está, indubitavelmente associada.

Quanto a futuras campanhas de promoção, estas serão direccionadas aos mercados nacional e internacional.

No caso específico da divulgação externa do Santuário do Milagre, pensamos que a mesma deve caber à Igreja Católica, não descurando, no entanto, o apoio que a câmara possa dar nesta matéria.

A promoção do sector da gastronomia deve ser da responsabilidade dos agentes e das suas organizações representativas do sector. A câmara já promove a gastronomia com a festa das tasquinhas e não podemos esquecer que a Feira Nacional da Agricultura também tem uma vertente gastronómica importante e que poderá ser alargada de forma a incluir mais restaurantes do concelho.

PERFIL

Carlos Alberto Teles tem 66 anos, é natural de Santarém, da freguesia de Marvila e é o candidato do PNR. Ainda jovem, mudou-se para Lisboa onde viria a estudar e a trabalhar por conta própria, sempre ligado às artes gráficas.
Actualmente, dedica-se à agricultura, fazendo a gestão de uma propriedade herdada, na zona de Coruche.