Ourém irá receber três exposições ao longo dos meses de Setembro e Outubro: “Eu sou do tamanho do que vejo”, “Rostos de Timor”  e “Arte têxtil contemporânea”.

De 5 a 29 de Setembro a Galeria dos Paços vai receber a Exposição Colectiva “Eu sou do tamanho do que vejo” pela Escola de Artes Amarte.

Nesta exposição todos são convidados a ver uma das muitas obras desenvolvidas ao longo dos ateliers de pintura e desenho.

A arte não pode ficar escondida, deve circular e assim ganhar novas e diferentes formas de ver. A escola de artes AMARTE, que desenvolve aulas de desenho e pintura em Ourém desde 2011, pretende ir além das competências artísticas, pois a Arte não são só as técnicas e os materiais: é também ver e sentir. Organização e apoios: Município de Ourém e Amarte

De segunda a sexta-feira das 10.00H às 13.00H e das 14.00H às 18.00H.

A Biblioteca Municipal de Ourém, vai receber de 4 de Setembro a 31 de Outubro a Exposição Fotográfica “Rostos de Timor” de António Cotrim.

Uma homenagem aos homens e mulheres de Timor que sofreram, lutaram e morreram pela liberdade e independência de uma terra que amavam e à qual queriam chamar “o meu país”. Estes são os rostos de um povo (Baucau e Díli) que nunca desistiu, nunca se resignou e, acima de tudo, nunca esqueceu a sua língua, a sua cultura ancestral, a sua identidade. Após 24 anos de ocupação pela vizinha Indonésia, Timor – Leste tornou-se independente em maio de 2002. Este grito de liberdade ficou, para sempre, escrito na História com sangue e com lágrimas, derramadas ao mesmo tempo que se entoava uma oração num cemitério, um lugar sagrado que as armas tentaram calar e não souberam respeitar. No local onde se honravam os mortos, começou o fim do sofrimento daqueles que, corajosamente, mostraram ao Mundo que se mantinham vivos. António Cotrim: Natural de Lisboa, António Cotrim desde cedo começou a trabalhar na área da comunicação social: Lusitânia, ANOP, Notícias de Portugal e Agência Lusa, onde trabalha atualmente. Tal & Qual” e “O Record” foram dois dos jornais com os quais colaborou. Ao longo da carreira, tem registado com a sua objetiva momentos únicos ocorridos tanto em Portugal como no mundo, nas diferentes missões de reportagem que integrou. Um trabalho que se mundializa quotidianamente. António Cotrim assume de forma carismática a fotografia como “projeto de vida” e daí a minuciosidade e precisão que reflete cada expressão registada, cada instante registado. O seu talento e trabalho são reconhecidos com a publicação de fotografias em inúmeros livros, folhetos, catálogos, sem contar com as variadíssimas edições em jornais e revistas, tanto nacionais como internacionais.

Horário (Setembro): de segunda a sexta-feira das 9h00 às 17h00.

Horário (Outubro): de segunda a sexta-feira das 9h00 às 19h00 | sábado das 9h30 às 13h00. Entrada livre

Na galeria da Vila Medieval de Ourém estará patente, de 8 de Setembro a 1 de Outubro, a exposição “Arte têxtil contemporânea” de Graça Costa.

Arte têxtil, ou a arte das fibras, naturais ou sintéticas, refere-se a processos artesanais ou industriais, com uma abrangência que vai das peças índole utilitária, decorativa, até às peças de galeria.

Apesar do trabalho com fibras que se convertem em tecidos, ter uma considerável componente artística, sobretudo valorizada por algumas culturas e épocas, historicamente, a arte têxtil tem sido considerada uma arte menor, acabando por ser relegada para planos secundários.

A partir do seculo XX, uma nova vaga mundial de artistas começou a utilizar como forma de expressão, materiais e técnicas têxtis nos seus trabalhos, produzindo assim novas perspetivas de leitura e conferindo às suas obras alguma contemporaneidade. A principal matéria prima utilizada nesta mostra de trabalhos de Graça Costa, é a lã, enriquecida com fios de seda, linho, cânhamo e algodão. Ainda que recorrendo a algum material com tingimento fabril, grande parte desta tarefa foi também feita artesanalmente e com recurso a produtos naturais, como folhas, bagas e raízes de plantas. A confeção destas peças tecidas, trançadas ou feltradas, com estes materiais de características tão próprias, assim como o tratamento da cor, do desenho e da textura, confere-lhes uma singular qualidade e originalidade, resultante de um perfeito diálogo entre opacidade e a transparência, a leveza e o peso. Por se tratar de uma mostra a decorrer em simultâneo com o festival da Vila Medieval de Ourém, e cujo tema versa o Sudoeste Asiático, algumas das peças expostas saem um pouco da linha habitual, aflorando o Oriente.

Para ver de 2ª A 6ª DAS 10.00 – 13.00H | 14.00H – 17.00H

INAUGURAÇÃO 08 DE SETEMBRO – 18.00H