Sobre o tema “Soluções locais para o Rio Tejo”, a Câmara Municipal de Santarém (CMS) organizou esta quarta-feira, dia 6, pelas 09h30, uma visita de barco, com saída na Ribeira de Santarém e destino na Foz do Rio Alviela, que não aconteceu devido à elevada concentração de jacintos de água (Eichhornia crassipes), planta invasora proveniente do sul da América, no acesso, que impediu a circulação das duas embarcações, uma dos Bombeiros Municipais e outra dos Bombeiros Voluntários.

Ricardo Gonçalves, Presidente da CMS, Inês Barroso, Jorge Rodrigues e Ricardo Rato, Vereadores da CMS, Maria João Cardoso, Coordenadora da Equipa Multidisciplinar de Acção para a Sustentabilidade (EMAS) da CMS. Carlos Alberto Cupeto, geólogo e investigador da Universidade de Évora, e José Freitas, fotógrafo da biodiversidade, integraram a comitiva que fez o reconhecimento do estado actual da qualidade da água do Tejo.

A navegabilidade no Rio fez-se com normalidade, visto que o caudal se apresenta com bons níveis de água. Contudo, as embarcações tiveram que parar o curso no acesso à Foz do Rio Alviela, que desagua no Tejo, devido ao manto denso de jacintos de água. Este indicador é revelador quer da falta de corrente, uma vez que proliferam em aguas paradas e nas margens, quer da má qualidade da água, visto que se alimentam de sais minerais provenientes da decomposição de matérias orgânicas

Esta acção tem como objectivo alertar para a poluição do Rio Tejo, identificando os principais problemas, com vista à adopção de medidas que visem a prevenção e responsabilização dos seus agentes, pelo impacto negativo que provocam na biodiversidade e na sustentabilidade dos recursos hídricos.