Carlos OliveiraEram 17 horas e 22 minutos no final da tarde de ontem quando soaram sirenes de alarme em Santarém.

Os radares tinham detectado movimentos suspeitos no espaço aéreo da cidade, e o Comando Distrital de Operações de Socorro da Proteção Civil (CDOS) accionou de imediato o sistema de segurança anti-míssil.

Contactado de emergência, o Ministério da Defesa Nacional fez entrar em acção a esquadra rápida da Força Aérea Portuguesa, com 2 caça-bombardeiros, que tiveram que se reabastecer no Aeródromo local.

Perante o alarme geral e pânico da população, o Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública mobilizou todos os meios ao seu alcance, e entrou no Largo do Seminário com 2 carros-patrulha, 1 viatura de reboque, e 3 guardas. Dois dos agentes tomaram conta da ocorrência, enquanto outro multava carros sem ticket de parqueamento.

Os raides aéreos continuaram sobre o Centro Histórico da cidade, o que, por questões de segurança, levou Ricardo Gonçalves, Presidente da Autarquia, a pedir à GNR –  Comando Territorial de Santarém – para fazer vigorar o recolher obrigatório até às próximas eleições.

O Presidente da Câmara enviou também um S.O.S. à Força Aérea Portuguesa, pedindo que os 2 aviões não voassem tão baixo, por causa da instabilidade das barreiras.

Tal atitude mereceu grandes aplausos dos habitantes da Ribeira e de Alfange.

Cerca das 19 horas e 13 minutos, Carlos Marçal, Presidente da União das Freguesias de Santarém, foi contactado via skype pelo Vice-Primeiro-Ministro Paulo Portas, que lhe apresentou um pedido de desculpa por os seus submarinos não poderem subir o Tejo. Prometeu um desassoreamento irrevogável do rio, logo que a situação o permita.

Ficou então lavrada em acta de 13 de Novembro de 2014 a sublime e inequívoca vontade do Governo de ajudar as populações.

Contudo, no Jardim da República e no Largo do Seminário o conflito continuava a agravar-se, quando de repente Zeferino Silva (que andava à procura da sua bicicleta) correu de braços no ar para as forças da ordem, gritando para não dispararem.

Ele tinha acabado de tirar uma fotografia, que mostrava ser tudo um falso alarme, imagem que foi logo colocada no facebook.

Os russos que sobrevoavam Santarém, afinal eram pombos! Centenas de pombos, russos sim, mas de sujidade e velhice, e não aviões enviados por Moscovo.

Confirmado o testemunho, chegaram ordens para abortar toda a operação.

As televisões abriram os telejornais com a notícia: “Tudo bem em Santarém

Houve grande júbilo manifestado nas ruas por milhares de scalabitanos.

Apenas o Marquês Sá da Bandeira não gostou do que lhe aconteceu na cabeça, e pediu para o mudarem de sítio. Segundo apurámos, quer ir para os Açores, porque aí fica bem protegido pelos caça-bombardeiros norte americanos.

Nota final: durante os acontecimentos, telefonaram para a Escola Prática de Cavalaria, mas ninguém atendeu.

Carlos Oliveira

Santarém - drone