Carlos OliveiraSantarém foi ao médico!

Finalmente foi chamada para uma consulta pedida ao Serviço Nacional de Saúde no ano de 2005. Queixou-se de dores nas (en)costas, problemas de circulação, artérias envelhecidas, falta de visão, reumatismo nos membros superiores, encefalopatia aguda, anemia hipocrónica, deficiência respiratória, hemorróidas, intoxicação alimentar, úlceras crónicas, hiperceratose galopante, síndroma neurológica parkinsoniana, equilíbrio deficitário com acentuada dificuldade de locomoção à direita, atrofia dos testículos, dislexia, verrugas no rosto, e perturbações gastrintestinais com crises de diarreia.

O médico de serviço não conseguiu diagnosticar todas as queixas da paciente, pelo que mandou fazer exames complementares de diagnóstico, apesar da falta de enfermeiros e pessoal auxiliar, e mesmo considerando as instruções para redução de despesas hospitalares.

Na folha de requisição de exames e análises, podia ler-se:

Devido à gravidade do estado de saúde da utente, torna-se imprescindível o apuramento de resultados laboratoriais, pelo que se requisitam com urgência os seguintes exames e análises:

Exames de fezes – Coprocultura

Eletroencefalografia

Angiografia cerebral

Mamografia – Meio de contraste

MRI de difusão

Ecocardiograma c/ prova de esforço

Espermograma

Colonoscopia

Teste de gravidez – subunidade beta da HCG

Densitometria óssea

Doppler  transcraniano

Triagem para doenças metabólicas herdadas

Potencial evocado

Anticorpos

Ecodoppler venoso dos membros superiores

Pressão venosa central

Prova de tolerância à glicose oral

Tempo de sangramento

Carga viral

Níveis de energia rotacionais

Ressonância magnética ao cérebro

Teste de suor – desnutrição

Resposta do Laboratório Clínico do Serviço de Urgências:

data estimada para apresentação de resultados: Outubro de 2015.”

Carlos Oliveira