As entidades proprietárias da praça de toiros de Coruche abriram concurso para cessão da exploração do carismático tauródromo da capital do Sorraia no próximo triénio, tendo o prazo de apresentação das propostas terminado já na passada semana, estando previsto o anúncio da respectiva decisão para o dia 28 de Dezembro. Obviamente, por razões que se prendem com o fecho da nossa edição, à data de hoje já a decisão deverá ser do conhecimento público… Ou talvez não!

Concorreram cinco empresas / empresários, cujas condições das propostas são conhecidas, havendo, porém, um pequeno óbice, para o qual a APET – Associação Portuguesa dos Empresário Taurinos veio alertar após o termo do prazo de apresentação das mesmas! Segundo a APET, a proposta de “Crisalex”, empresa de Júlio Fontecha e de José Alexandre, e a de “Caras e Tauromaquia”, do antigo forcado coruchense Alfredo Tomás, não são admissíveis no Concurso, na medida em que não são membros da APET… Enfim, vamos ver no que isto dá.

Do que é conhecido, a maior proposta, em termos financeiros, é a da empresa “De Caras e Tauromaquia”, que ofereceu trinta e três mil euros por época, o que totaliza um valor de noventa e nove mil euros no triénio, seguindo-se-lhe a proposta da Aplaudir, Lda., de João Pedro Bolota, que ofereceu um valor global de sessenta mil euros (vinte mil por ano), pagos à cabeça e oferecendo ainda a receita de um festival taurino a realizar anualmente. Também Rafael Vilhais ofereceu vinte mil euros por ano, pagando cinco mil euros no acto da assinatura do contrato e os restantes quinze mil euros no dia 17 de Agosto, comprometendo-se a realizar três corridas por temporada; A Sociedade Agrícola das Campinas, de José Luís Gomes, antigo Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, fez uma oferta anual de dezassete mil setecentos e cinquenta euros, e, finalmente, a empresa Crisalex ofereceu doze mil e quinhentos euros anuais, acrescentando a receita de um festival taurino anual, garantindo à partida um mínimo de sete mil e quinhentos euros por cada, o que totaliza um montante de vinte mil euros por ano.