Os 13 concelhos do Médio Tejo recebem, a partir de Abril, o projecto cultural ‘Caminhos’, que tem como objectivo ligar pessoas, cultura e património e irá estar em itinerância durante três anos, disse fonte da organização.

Esta iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), comissariada por Elisabete Paiva, Luís Ferreira e Ricardo Alves, vai promover a partir de Abril o encontro de grupos culturais locais com criativos regionais e nacionais em projectos comunitários, numa lógica de “convergência da arte com os monumentos e espaços culturais nos percursos delineados”, e do público, com artistas nacionais e internacionais nos espectáculos.

Em declarações à agência Lusa, Luís Ferreira disse que o projecto “é complexo” tendo destacado a “novidade” de uma “programação cultural em rede” nos 13 municípios que integram a CIMT e o objectivo de “implementar uma oferta cultural que possa igualar a excelência do património material e imaterial existente” na região do Médio Tejo, no distrito de Santarém.

Sob o mote “Médio Tejo – Uma região a caminho”, a rede ‘Caminhos’ “integra três roteiros de formação e animação cultural associados a elementos que unem a região internamente e fortalecem a sua ligação ao mundo”, destacou o comissário cultural, tendo relevado “as linhas férreas, o leito dos rios e as estradas”.

A dança dará movimento ao Caminho-de-ferro entre 11 e 16 de Abril, a música navegará no da Água entre 11 e 16 de Julho e o teatro explorará o da Pedra entre 10 a 15 de Outubro, segundo a mesma fonte.

“Serão três grandes caminhos, três ciclos de programação em cada ano, que se desenham sobre três vias de acesso que afirmam o Médio Tejo, não apenas como lugar de enorme valor patrimonial, mas como património acessível para ser vivido”, sublinhou Ferreira, tendo feito notar que “o turismo é uma das áreas em que a CIM do Médio Tejo aposta para o desenvolvimento da região, pretendo potenciar novos contactos e promover os seus destinos”.

O projecto, orçado em “algumas centenas de milhares de euros” para os três anos de duração, visa “deixar lastro junto
das comunidades para que estas possam ficar mais apetrechadas e capacitadas para as práticas culturais no futuro”, através de interacção entre artistas e populações, e “com espectáculos a decorrer em fins de semana alargados, junto de locais de referência patrimonial, e em outros menos óbvios, como seja em grutas, barcos, castelos, ruas”, entre outros.

Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha são os treze