Quatro aldeias foram evacuadas hoje em Abrantes devido a um incêndio que lavra há cerca de 24 horas, tendo as chamas consumido uma casa de primeira habitação, disse a presidente da autarquia.

Em declarações à Lusa, a presidente da autarquia, Maria do Céu Albuquerque, disse que o incêndio “está longe de estar controlado”, tendo informado que foram evacuadas, “por precaução”, as aldeias de Medroa, Braçal, Amoreira, Pucariça, nas freguesias de Aldeia do Mato e Souto, Rio de Moinhos.

“As pessoas [destas aldeias] estão a ser dirigidas para o Regimento de Apoio Militar de Emergência” (RAME), no Quartel Militar de Abrantes, acrescentou, tendo referido ainda que as chamas já haviam alastrado às localidades de Paul, Sentieiras e Alto da Chainça, na União de Freguesias de Abrantes, e à localidade de Pucariça, na freguesia de Rio de Moinhos.

Também as populações de Aldeia do Mato e de Carreira do Mato “estão ameaçadas”, indicou a autarca, tendo referido que o vento “mudou de direção” e está “a propagar o incêndio até à freguesia de Martinchel”, ainda em Abrantes e na fronteira com o concelho de Constância.

Foi na Aldeia do Mato que as chamas consumiram uma casa de primeira habitação, tendo ficado desalojadas cinco pessoas, que se encontravam na praia fluvial

“Nesta casa de primeira habitação que ardeu em Aldeia do Mato não houve feridos a registar e, no total são cerca de 50 as pessoas que vão ser realojadas temporariamente, das aldeias de Medroa, Braçal, Amoreira, Pucariça, Aldeia do Mato e Carreira do Mato, sendo que muitas não querem sair de suas habitações”, referiu a presidente da Câmara de Abrantes.

Segundo a autarca, a noite “vai ser de muito trabalho”, tendo feito notar que, cerca das 18:30, “17 lugares” estavam “a ser protegidos pelas forças no terreno”.

Jorge Gomes, secretário de Estado de Estado da Administração Interna, chegou ao posto de comando, em Carvalhal, cerca das 18:30, tendo referido à Lusa que a sua presença visava, “em nome do Governo, e como é feito de forma recorrente, apoiar os autarcas, as forças no terreno e os cidadãos, ver se há algum constrangimento e se é possível auxiliar em algo”.

Questionado sobre o reforço de meios aéreos solicitados pela autarca de Abrantes, o governante disse que “estão 9 meios aéreos, entre eles 1 canadair vindo de Marrocos”, tendo especificado que aqueles meios são compostos por “5 aviões, 1 heli pesado e 3 médios”.

A continuidade destes meios no teatro de operações de Abrantes no dia de sexta-feira, disse, “depende do evoluir deste incêndio e do panorama global nacional” no dia de amanhã.

Estão no local a combater este incêndio, com três frentes ativas, às 19:00, segundo a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), 634 operacionais, 205 viaturas e 7 meios aéreos.

 

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