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O ministro da Defesa destacou hoje a preparação e a excelência do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), criado recentemente em Abrantes para garantir apoio militar de emergência a actos terroristas ou a incêndios, entre outros.

“Destaco em primeiro lugar a impressão de excelência com que saio daqui, isto é, a capacidade que o Exército demonstra, numa iniciativa que é recente (…) de estar preparado para enfrentar situações de emergência, nas mais diferentes facetas, desde as mais patológicas, como as acções terroristas, às mais catastróficas, de carácter natural”, disse aos jornalistas José Azeredo Lopes.

O ministro falava no final de uma visita à unidade militar e à demonstração global dos militares e dos equipamentos instalados em Abrantes, no distrito de Santarém.

Os cenários de intervenção previstos decorrem da eventual necessidade de apoio a um elevado número de desalojados, oriundas de riscos tecnológicos ou provocadas por actos terroristas ou contaminação do meio ambiente, estando ainda elencadas como situações de actuação por situação de emergência os incêndios florestais, cheias e inundações, sismos ou erupções vulcânicas.

O RAME, observou o ministro, “não pretende substituir-se aos bombeiros”, antes, “com competências complementares, a capacidade de resposta do Exército sai reforçada para colaborar com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e com os bombeiros”, no combate aos incêndios ou outras situações de emergência.

O governante referia-se ao cumprimento de missões de interesse público e à ligação das Forças Armadas à rede de entidades nacionais responsáveis em situações de catástrofe e calamidade, tendo sido realçado que o RAME funciona em disponibilidade e permanência 24 horas e 365 dias por ano, permitindo fazer face rapidamente a emergências complexas.

“Não sei o que vai ser a época de incêndios, sei que o Exército está hoje mais bem preparado do que estava o ano passado, no âmbito da formação, do treino e na aquisição de equipamentos”, afirmou Azeredo Lopes, tendo referido a “disponibilidade de 30 pelotões de responderem presente, no âmbito do plano Lira de combate a incêndios, se para tal for necessário e se para tal forem solicitados”, no âmbito da prevenção, vigilância, rescaldo e planeamento no combate aos fogos florestais.

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O RAME constitui-se como polo de formação do Sistema de Informação do Exército (SIE), sendo um regimento que organiza, treina e mantém o Agrupamento Sanitário (instalado em Tancos), a Companhia de Reabastecimento e Serviços (Póvoa do Varzim) e a Companhia de Engenharia de Apoio Militar de Emergência (Tancos).

Sob o comando do coronel de Artilharia César Luís dos Reis, o Regimento de Apoio Militar de Emergência atua em permanente articulação com os ramos das Forças Armadas e, em especial, com a Autoridade Nacional de Protecção Civil, com vista a integrar e complementar esforços especialmente nas áreas de socorro imediato, apoio às populações, apoio ao dispositivo de combate a incêndios florestais, comunicações de emergência, engenharia e apoio de saúde.

A Unidade de Apoio Militar de Emergência, cujo aprontamento depende do RAME, garante uma capacidade permanente, multifuncional e abrangente, que pode crescer rapidamente com recurso às restantes capacidades do Exército e fazer face a emergências decorrentes de acidentes graves ou catástrofes.