O cavaleiro mexicano Rodrigo Santos, filho de Gáston Santos – o primeiro estrangeiro a receber a alternativa de cavaleiro tauromáquico – despediu-se das arenas no passado domingo, apresentando-se na Monumental México, o maior tauródromo mundial mas que nesta jornada apenas registou a presença de pouco mais de quatro mil e quinhentos espectadores. Rodrigo Santos, que tomou a alternativa de cavaleiro em Lisboa, no ano de 2007, exibiu-se em plano muito satisfatório, tendo sido ovacionado após a lide do seu primeiro oponente – como os restantes da ganadaria local de Rancho Seco – e cortou as orelhas ao último, como corolário e justo prémio para um labor de categoria, tanto a lidar como a colocar a ferragem, pelo que no final foi sacado em ombros em ambiente de muita alegria.

Rodrigo Santos pôs, assim, termo a uma carreira profissional de vinte e seis temporadas, tendo actuado em todas as praças importantes do seu país e em diversos países da América Latina, para além das presenças europeias, onde deixou constância de boa técnica e de muita paixão pelo toureio. Louve-se a honradez profissional de sempre haver respeitado a alternativa recebida no nosso país, tendo sido seu padrinho Joaquim Bastinhas, ao usar sempre o traje marialva.

Nesta tarde de despedida, Rodrigo Santos alternou com Jorge Hernández Gárate, que deu volta protestada após a lide do seu primeiro toiro e foi ovacionado no último, e Emiliano Gamero, que andou bem a lidar e a colocar a ferragem, cortando uma orelha ao primeiro toiro que enfrentou, havendo forte petição da segunda, e no último toiro da corrida desperdiçou os troféus pelo mau uso do rojão de morte. Nesta corrida actuaram também dois Grupos de Forcados locais, os de Mazatlán, que consumaram as melhores pegas da tarde, por intermédio dos irmãos René e Carlos Tirado, e os Mexicanos, que estiveram em tarde de menor acerto, apenas conseguindo pegar dois toiros.

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