A Associação dos Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) comemorou, em Abril, dez anos de existência. José Arruda, nesta breve entrevista ao Correio do Ribatejo, destaca esse marco, bem como o “trabalho e o contributo” que “os quase 80 municípios associados dão à divulgação e preservação do mundo rural e de toda a cultura associada ao vinho”.

“Esta obra é, essencialmente, uma homenagem ao património vinhateiro e a todas as pessoas que o valorizam,” afirma o secretário-geral da AMPV.

A Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) acabou de lançar o livro ‘Territórios Vinhateiros em Portugal’ que mostra a diversidade do nosso património a diferentes níveis. O que pretendeu a AMPV ao lançar esta obra?

A AMPV pretende, sobretudo, que esta obra seja um marco dos seus 10 anos de actividade. Nela reconhecemos, não só o riquíssimo património natural e cultural dos territórios vinhateiros do nosso país, como também o trabalho e o contributo que os nossos quase 80 municípios associados dão à divulgação e preservação do mundo rural e de toda a cultura associada ao vinho. Esta obra é, essencialmente, uma homenagem ao património vinhateiro e a todas as pessoas que o valorizam.

Qual tem sido o papel dos Municípios nesta estratégia global de promoção deste território vinhateiro português?

O trabalho em rede tem sido uma enorme mais-valia. Juntos temos consolidado muitos projectos, de que são exemplo a Rede dos Museus Portugueses do Vinho, a Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal, a Cidade do Vinho ou a Rainha das Vindimas de Portugal. Depois, há também a nossa intervenção além-fronteiras, junto de associações como a Recevin, a Aenotur ou a Iter Vitis, que tem permitido divulgar internacionalmente as enormes potencialidades enoturísticas do nosso país.

O turismo e os vinhos estão cada vez mais interligados. ‘Descobriram-se’, finalmente, todos os “genuínos recantos” que o país alberga, quando se cruza o território vinhateiro com o património cultural e arquitectónico existentes, ou está ainda muito por descobrir?

Há ainda muitíssimo por descobrir. Porque àquilo que os olhos vêem temos de somar o que sentimos e vivemos nesses recantos genuínos do nosso país. O património e as paisagens são muito diversificadas e encantadoras, mas o que retemos são sobretudo as experiências, as conversas, as pessoas que conhecemos nesses locais. Podemos ir mais do que uma vez ao mesmo local, que acredito que continuem a ser experiências únicas. É isso que diferencia o turismo rural, o turismo do vinho.

Que balanço faz de dez anos de existência da AMPV?

É um balanço extremamente positivo. Ganhámos dimensão, hoje somos a força de quase 80 municípios. Consolidámos muitos projectos cá dentro e lá fora. Construímos parcerias, reforçámos a partilha de experiências e, acima de tudo, estabelecemos fortes e consistentes laços de confiança.

Para além da ‘Cidade do Vinho’, ‘Rainha das Vindimas Nacional’, ‘Dia Europeu do Enoturismo’, ‘Rede de Museus Portugueses do Vinho’ ou ‘Aldeias Vinhateiras de Portugal’, que novos projectos pensa a AMPV vir a implementar na promoção do território e dos seus vinhos?

Queremos continuar a consolidar a estratégia de afirmação dos territórios vinhateiros e procurar novas parcerias. Ainda que a sensibilização para o consumo moderado de álcool seja desde sempre
uma preocupação nossa, estamos neste momento a trabalhar num projecto que visa olhar para este tema ainda de uma forma mais concreta, sobretudo junto da comunidade mais jovem.

Se pudesse alterar um facto da História qual escolheria?

A Segunda Guerra Mundial e o papel de Adolf Hitler na mesma. Acredito que a História do Mundo e da Europa seria muito diferente. As guerras mostram o pior da nossa humanidade.

Um título para o livro da sua vida?

Quero ser Feliz.

Se um dia tivesse de entrar num filme que género preferiria?

Drama.

Música imprescindível?

Música Portuguesa. Ana Moura.

Filme?

“O Clube dos Poetas Mortos”. É um filme que tem um significado especial para mim, porque o vi numa altura e em circunstâncias muito especiais e com amigos especiais.

Viagem de sonho?

Tenho muitas… Escolheria Itália, mas também gostaria muito de viajar pela América do Sul.

Acordo ortográfico, sim ou não?

Sim.